Dia 09: Rod Stewart



30 Dias / 30 Artistas – Bandas – Videoclips

Dia 09 – Rod Stweart

Hoje é dia de lembrar Rod Stweart.
Andava ainda na escola primária quando ouvi Rod Stewart pela primeira vez. Juntamente com uma cassete do Reckless de Bryan Adams havia também outra do Camouflage de Rod Stewart. Daí o facto de ter partilhado este “Some guys have all the luck” de que gosto tanto embora prefira “Every beat of my heart”. Numa primeira fase há ainda dois nomes que sempre vinham colados a estas duas músicas: “Sailing” e “I don’t want to talk about it”. Mas muitas outras me fizeram companhia ao longo dos anos. “People get ready” é das que mais gosto de recordar. Mas tenho de juntar “For the first time”, “So far away”, “Have I told you lately”, “Sometimes when we touch” ou aquele “All for love” em conjunto com o Bryan Adams e o Sting.
Tinha numa casseste vhs um concerto ao vivo em que ele usava um fato verde e havia um trompetista que fazia música apenas ao alcance de alguns predestinados. Ainda estou para perceber como a cassete resistiu a tantos “Rewind and Play”.
De cada vez que ouço “Sailing” lembro o meu amigo Carlos (Kongolo) a tocar a mesma melodia no seu trombone de canto. Raios… Já se passaram mesmo muitos anos.
E não vou hoje falar de outras memórias que me trazem estas músicas.
Era estar a repetir-me para além do razoável.
Amanhã há mais.

Dia 08: Resistência



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Dia 08 – Resistência

No início dos anos 90 os Resistência chegaram à liderança do top nacional.

“Não sou o único” e “Nasce selvagem” passavam frequentemente na televisão e deixam muito boas memórias.

Acabei por comprar o álbum “Ao vivo no Armazém 22” (que podia estar bem melhor) onde encontrei muitos outros êxitos. Gosto em particular do “Circo de feras”.
Sobretudo “Não sou o único” e “Nasce selvagem”, lembram-me a minha turma de 10.º e 11.º ano de que tenho tantas saudades. Ainda este domingo estive um bocadinho com o Paulo Bastos em Aveiro que me viu ao longe e veio propositadamente ter comigo para me cumprimentar e conversarmos um pouco. Foi mesmo uma agradável surpresa. Tenho esperança de um dia conseguir juntar parte desta malta num jantar.
Entretanto a música vai tocando repetidamente no meu youtube o que ajuda ao nascimento de novas lembranças desses tempos. Recordo os diálogos engraçados com a funcionária do pavilhão 4 e a sua bata azulada que usava diariamente. Juntamente com isso surgem memórias do campo de futebol e das bancadas que me deixam com uma lágrima no canto do olho.
Sair de casa sem qualquer outra preocupação que não fosse a de conviver com os melhores amigos é uma sensação difícil de esquecer. Impossível.
Como diz a voz do Tim, e muito bem, creio que “não sou o único”.
Amanhã há mais.

Dia 07: Sinéad O'Connor



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Dia 07 – Sinéad O’Connor

Este é um daqueles casos em que artista e canção se fundem (e confundem) num só. O que até poderia soar um pouco estranho já que foi Prince a assinar a autoria deste grande êxito. Pouco importa.
Sei que adorava ver este videoclip (peço desculpa mas não consegui encontrar este mesmo videoclip sem legendas). Toda a entrega que Sinéad O’Connor coloca na interpretação contagia. Faz a canção ainda melhor do que é na realidade.
E hoje é apenas este “Nothing compares 2 U” que quero partilhar.

Nota: Peço desculpa por ter estado alguns dias sem publicar. Durante o dia de hoje recuperarei o tempo perdido. Até já.

Dia 06: Enigma



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Dia 06 – Enigma



Confesso. Pouco mais conheço dos “Enigma” do que este fantástico “Return to innocence”. Para saber mais tive que fazer um pouco de pesquisa pela internet. Infelizmente não consegui mais do que aquilo que esperava. Fiquei com mais conhecimento mas continuo a querer apenas este “Return to innocence”. Mas isso basta. É bom o suficiente para querer voltar a estar lá. Surge a vontade de fazer uma espécie de “caminho ao contrário” como, aliás, é feito todo o percurso do videoclip. É fácil perceber que esta canção se identifica muito comigo. Tenho pena de não a ter aproveitado da melhor forma na altura devida.
Se a posso aproveitar agora? Claro! É o que estou a fazer durante todo o dia de hoje. Mas não é bem a mesma coisa…
Amanhã há mais.


Nota: Sim! São apenas 30 os dias e cheira-me que muitas grandes bandas vão ficar de fora. Não me levem a mal por isso. No fundo estou a escolher 30 memórias. E há muitas excelentes bandas que, pura e simplesmente, não associo a alguma recordação especial.

Dia 05: Bryan Adams



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Dia 05 – Bryan Adams



As primeiras recordações que tenho da música feita por Bryan Adams são de uma cassete que andava lá por casa do seu álbum “Reckless”. Foi assim o meu primeiro contacto com “Run to You”, “Somebody”, “Heaven” e “Summer of 69”. Já muito mais tarde chegaria o respectivo livro de partituras para me fazer ficar colado ao piano durante algum tempo. Muito boas memórias.
Depois surgem memórias ainda melhores ao som das músicas do álbum “Waking Up the Neighbours” (embora preferisse as músicas de “Reckless”) onde o êxito "(Everything I Do) I Do it For You" assume um papel de destaque pois traz-me o sol e o calor da Serra da Freita, o Toyota Corolla do meu pai ou a carrinha de caixa aberta do Sr. Isaías. E, com isso, traz também bons amigos desses tempos. Muitas vezes, é assim que os recordo: ao som de “Can´t stop this thing we started”, "There will never be another tonight" e “Thought I’d died and gone to heaven”.
Restam ainda as excelentes memórias daquele dia em S. J. da Madeira onde comprei, entre outros, “So far so good” que, para além dos maiores êxitos do músico, trazia ainda “Please forgive me”. E eu tenho mesmo muitas saudades.
Depois disso, há ainda muitas outras músicas que me trouxeram outros tantos bons momentos embora mais solitários, especialmente “Back to you”.
Digamos que hoje o dia será bem passado.

Amanhã há mais.

Dia 04: Pet Shop Boys



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Dia 04 – Pet Shop Boys

A partilha de hoje é um daqueles casos típicos em que a canção é muito mais importante que o grupo em si. Confesso que os Pet Shop Boys me dizem muito pouco. Não sou um seguidor atento da música que vão fazendo. Mas entraram na minha vida no ano lectivo de 1993/94 quando eu frequentava o 12.º ano através deste "Go West" que entra tão facilmente no ouvido.
Na altura não tínhamos o youtube para ouvir toda a música que quiséssemos e à hora que nos desse "na telha". Tinha chegado uma aparelhagem nova lá a casa há relativamente pouco tempo e eu recordo-me que entre os primeiros cds que os meus pais me deixaram comprar estava uma colectânea "N1 - Fido Dido" que trazia, entre outras boas malhas, este "Go West".
Faz-me lembrar alguns dos meus melhores amigos.
Amanhã há mais.

Dia 03: Simply Red



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Dia 03 – Simply Red

Outro dia, outra banda, outras recordações.
Hoje andei com a lágrima pelo canto do olho ao som de Simply Red. É incrível como este auto-desafio de recordar uma banda por mês me está a fazer melhor do que poderia imaginar. Sei que parece soar um pouco egoísta mas não há outra forma de o dizer.
É fácil explicar a presença deste "For your babies". Era uma das músicas do álbum Stars que saiu no início da década de 90. Isso explica o facto de ter sido a canção eleita: para além da sua qualidade, a altura em que passava no Top+. São muitos os videoclips que ainda tenho gravados em vhs e "For your babies" também lá está. A lembrar-me que já fui muito feliz ao som dessa música. Mesmo havendo muitas outras que gosto de visitar com algum frequência: "If you don't know mw by now", "Stars", "Holding back the years" ou "You make me feel brand new", por exemplo...
Vou só fechar os olhos mais um bocadinho.
Amanhã há mais.

Dia 02: Eric Clapton



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Dia 02 – Eric Clapton

Como eu já suspeitava o tempo é praticamente nulo para passar por cá. Mesmo assim teimo em tentar cumprir a promessa de 30 dias seguidos com 30 artistas diferentes.
Hoje é dia de voltar a lembrar amigos da adolescência. Voltar a ter bem presentes os corredores do velho liceu. Voltar a paixonetas antigas e aos penteados milimetricamente ajustados em casa para chegarmos à escola o mais possível parecidos com o ídolo que fosse moda na televisão.
Muitas são as músicas que me transportam para esses tempos e lugares. É assim que construo a esmagadora maioria da banda sonora que acompanha os meus dias. Entre todos esses sons está sempre o de Eric Clapton. Sempre. Foi difícil a escolha entre "Wonderful Tonight" e "Tears in Heaven" que, simplesmente, adoro.  Optei por este último tema pois traz consigo mais recordações desses dias de ouro.
E por hoje fico por aqui. Porque o dia foi intenso e o tempo é mesmo muito curto. E sobretudo, porque a nostalgia já se apoderou de mim e as palavras começam a fazer pouco sentido.
Grande abraço.
Amanhã há mais. 

Dia 01: Dire Straits



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Dia 01 – Dire Straits

Começo hoje uma série de 30 publicações seguidas, à cadência de uma por dia. Ao longo de 30 dias, sem interrupções (espero eu), irei recordar artistas e músicas que, independentemente da sua qualidade, me transportam para alguns episódios e fases da minha vida que me deixam muitas saudades. E pronto. Não há muito mais a dizer. Durante os próximos trinta dias as coisas serão mais ou menos assim. Já sabem que os Queen são o meu grupo preferido pelo que é natural que num desses dias apareçam por cá. De resto, é esperar para ver.
Começo com os Dire Straits. Um grupo que estará seguramente no meu Top 5. Mas muito mais importante do que a sua enorme qualidade é falar de tudo o que me fazem lembrar.
Devo a minha paixão pelos Dire Straits sobretudo à minha irmã Cristina. Era o seu grupo preferido e recordo muito bem um enorme poster da banda que ela guardava lá em casa.
Lembro-me de ver em vídeo todo o concerto “Alchemy – Live” e de desejar ser assim: talentoso. Os dedos do teclista, em certas alturas, mexiam-se de tal maneira que não acreditava ser possível a um ser humano. Quanto ao Mark Knopfler nem vale a pena falar. Ainda é, para muitos, o melhor guitarrista de todos os tempos.
“Romeo and Juliet” rapidamente se tornou a minha canção preferida mas muitas outras passaram vezes sem conta na aparelhagem lá de casa quando ainda havia tempo e despreocupação suficientes para passar tardes a fio deitado no sofá com o som no máximo.
É impossível ficar indiferente a “Money for nothing”, “Brothers in arms”, “So far away”, “Sultants of swing”, “On every street”, “Walk of life”, “Why worry”, “Tunnel of Love” ou “Your latest trick” com aquele solo de saxofone divinal.
Hoje o dia será passado ao som dos Dire Straits que me lembram o riso da minha irmã Cristina e as suas calças apertadinhas que usava nessa altura.
Muitas saudades desses tempos.
Amanhã há mais.

Recordando os jogos da Majora


Estávamos no início dos anos 80. Lembro-me de ser muito pequenino e de estar sentado num banquito de madeira em frente à lareira numa noite qualquer. Eu e todos os outros lá de casa. Éramos apenas seis porque a minha irmã Helena tinha já adormecido uns anos antes algures onde um dia hei-de adormecer da mesma forma bem juntinho a ela.
A cozinha era acanhada mas todos conseguíamos um lugar para aquecer os pés e as mãos. Em cima de um armário branco ficava pousada uma televisão a preto e branco onde nos chegavam as imagens do único canal que se conseguia sintonizar na altura. E eu lembro-me de ser num cenário assim que o meu pai contava histórias das suas brincadeiras de infância. Como eu era mesmo muito pequenino pensava ser impossível jogar futebol com bolas de trapos, descalço, e em campos que nalgumas alturas do ano serviam também para o milho.
Entretanto, tenho 37 anos, uma mulher e dois filhos pequeninos em casa. Faltará pouco para que sejam capazes de perceber que o pai, em tempos, fazia corridas com caixas de fósforos, brincava numa escola que não tinha grades e jogava futebol num campo onde as pedras substituíam os postes das balizas. Com uma tábua desenhavam-se circuitos de F1 na terra do chão e as caricas davam vida ao Piquet, ao Lauda ou ao Rosberg que passavam ao domingo na televisão.
Tenho uma caixa com alguns dos brinquedos dessa altura onde cada peça me leva até tantas outras que se perderam com o tempo. Tenho ainda o pião que jogava nesses dias no coberto da escola e que agora o Tiago e a Rita gostam de ver girar na mão depois de ter saído com toda a força do tirante que o avô Mário domina como o melhor dos mestres que poderia alguma vez existir.
Gostava de lhes poder explicar que aqueles carritos velhos foram novos noutros tempos. E que se faziam autênticas auto-estradas nos muros da escola velha que era nova quando eu era do tamanho deles. E volto a lembrar-me daquela noite e das histórias do meu pai que falava na “sua” escola velha que é onde hoje se faz teatro em Rossas e que a minha Rita chama carinhosamente de “ensaio das cadeiras castanhas”.
Conseguirão eles acreditar que à volta da capela se faziam corridas de arco e gancheta e que no recreio da escola nos juntávamos muitas vezes às meninas para jogar à “Vitória” ou à “Macaca”? E hei-de contar-lhes mais ou menos com o mesmo tom que o meu pai usava nessa altura, os pormenores daquele dia em que me deixou comprar um baralho de cartas por 80 escudos na loja da Barroca e passou o serão comigo a jogar à bisca dos nove.
E hei-de dizer-lhes que quando o tio Zé chegava das aulas “da vila”, jogávamos muitas vezes xadrez ou aproveitávamos as peças para fazer autênticas finais europeias de futebol na alcatifa da nossa sala onde os golos eram marcados em balizas feitas com meia-dúzia de legos que andavam lá por casa.
E vai haver uma altura em que se vai notar um brilhozinho maior nos meus olhos. Vai ser quando lhes falar nos jogos de tabuleiro da Majora. Sempre me fascinaram de uma maneira que não sei traduzir em palavras. A minha estreia nessas lides foi através de um loto de trânsito e de um dominó que chegaram lá a casa num Natal. Era um vício tremendo. Depois chegariam outros como o Jogo do Assalto que consegui obter nas famosas trocas que se faziam na escola e que o meu pai fazia o favor de jogar comigo e cujo tabuleiro ainda sobreviveu até aos dias de hoje. O meu preferido, que ganhei num passatempo organizado pelos Jovens de Rossas nessa década de 80 quando o edifício do Centro ainda estava em tijolo, chamava-se “Sport Goofy” e é aquele que podes ver na foto acima. Terão sido milhares as vezes que festejei golos com uns dados assim na mão. O jogo original não resistiu ao passar dos anos mas esta minha insistência para trazer as boas memórias para junto de mim fez com que através de um leilão na internet conseguisse comprar um jogo igualzinho e com o interior completamente novo. Apenas a caixa deixa adivinhar que passou tanto tempo. E está tudo ali guardado num armário. Para daqui a uns anitos, poucos, se a vida me deixar, marcar alguns golos com a Rita e o Tiago à moda antiga. Será a minha forma de prestar a minha homenagem à Majora.
É que este texto começa com uma colega de trabalho a dar-me conta da falência da Majora. Notícia que a internet há muito confirma (tenho andado distraído). E de repente tudo surge à tona. Mesmo que notícias recentes venham dar conta que a marca foi comprada pelo “The Edge Group”. São eles que têm agora nas mãos algumas das melhores memórias da minha infância que gostava de poder contar aos meus filhos com o mesmo encanto com que as guardo.