Defying Gravity



Hoje estou assim. Com vontade de desafiar a gravidade. Como se a primeira coisa a fazer depois de levantar fosse pegar na minha capa forrada com um poster do Freddie Mercury e voltar a apanhar a camioneta para o liceu. E uma vez lá, voltávamos a ser nós. Sem mais nada.
Nas minhas memórias o Cheiro Verde ainda cheira a isso mesmo. A música dos Queen no máximo ainda é uma constante. Os meus colegas sentados nas cadeiras da mesma sala de aula não envelheceram nem foram para longe. Não me deixaram. Ainda se emprestam cassetes de vídeo pelos corredores e se levam calças rasgadas e penteados "totós" para agradar às meninas. Ainda estou num tempo em que tudo o que os professores dizem faz sentido sem precisar de estudar grande coisa em casa. Tudo parece simples. Até ter um melhor amigo. Sobretudo isso.
Por vezes começo a fraquejar, a "gravidade" actua e traz-me de volta ao presente. Ao aqui e agora. Tão longe de tudo onde fui tão feliz noutros tempos e de uma outra maneira. Mas hoje é dia de desafiar essa gravidade. Hoje vou ganhar ou, pelo menos, manter-me no ar mais tempo. Até o Freddie Mercury desapareceu para tornar tudo ainda mais difícil. Mas ficou o Brian May para me trazer este excelente "Defying Gravity" na voz divina da Kerry Ellis. E eu vou ficar aqui com a música no máximo enquanto me aguentar no ar desafiando essa maldita gravidade.

Muito obrigado, Sr. "Malcriado"

Foto da Banda Juvenil em 1984 com o Rosentino ao cimo, ao centro, com uma bóina...

Entrei para a Banda Musical de Arouca como aprendiz em 1986. Fui colega de praticamente todos os rapazes da foto acima de quem guardo episódios que só quem passou por aquela casa consegue imaginar. Como músico da Banda já participei em centenas de serviços, uns mais difíceis que outros, mas todos com as suas histórias engraçadas para contar.
A última vez que saí fardado de casa foi ontem para me despedir de ti. É estranho sair pela porta sem precisar de levar boné nem instrumento ou as músicas da caderneta. Estreei-me como músico (com direito a farda e tudo) no ano de 1988 onde logo no primeiro dia me baptizaram de Cebolinha, nome que ainda hoje continua tão popular naquela casa. Foi nesse mesmo ano que entrou também o Mauro, o teu neto, que acompanhavas para todo o lado. Lembro-me de terem sido bastante mais generosos com ele em termos de apelidos o que levou a que a certa altura lhe perguntassem: "Afinal qual é o teu apelido?" ao que ele respondeu com uma graça invulgar: "Chaka Zulu, Porta-chaves, Zagui, Coca-cola da Silva".
Ontem estavas diferente mas não será dessa forma que te irei recordar. Dizem que as primeiras memórias, muitas vezes, são as que ficam. Talvez seja por isso que te recordo sempre mais ou menos como na foto acima: com aquela boina clara, o teu cabelo penteado um pouco para trás, uma corrente que se prolongava até ao bolso das calças e o teu rosto sempre um pouco suado também por andares constantemente a ajudar-nos a carregar com as "tralhas" que levávamos por essas festas fora. Eras o nosso "Bate Palmas", o nosso adepto número um. Também por essa razão não escapaste ao "baptismo" e todos te chamavam carinhosamente de "Malcriado". Ontem deu uma enorme saudade desses tempos que nem imaginas... Ontem, no fim da nossa despedida, estive quase para me voltar a sentar naquelas escadas em frente à Biblioteca onde antes era a nossa casa de ensaio. Isso, na esperança de que ao voltar a olhar para o sítio que antes era das "regueifeiras" voltasses a aparecer na nossa "princesinha do agreste", aquela tua carrinha Opel acastanhada e que tu chamavas de "Ópela" pois era uma carrinha e não um carro. E é essa mesma carrinha que assume um papel importante numa das melhores recordações que tenho dos tempos de Banda. Acabavas de chegar à casa de ensaio e ao avistarmos a tua carrinha a aproximar-se lá ao longe logo nos organizámos para fazermos um cerco à carrinha. Depois era abaná-la com todas as nossas forças para que nem conseguisses sair. E foi o que fizemos, creio que comandados pelo sempre brincalhão "Salsicha" que também gostava muito de ti e que, curiosamente, voltei a encontrar ontem na tua despedida. Sei que demorou um pouco mas quando as nossas forças começaram a falhar lá conseguiste sair da carrinha e enquanto soltavas umas gargalhadas foste em direcção ao mentor da ideia e disseste a célebre frase que eu ainda hoje utilizo muito na Banda com os mais novos até para ver se a "mística" passa para os vindouros: "Vai-te f**** antes que eu me esqueça". Foi gargalhada geral como era quase sempre quando confraternizávamos contigo. Fossem as histórias de outros tempos que partilhavas connosco fosse através do amor à música que demonstravas a cada porção de ar que inspiravas.
Quando estive dois anos fora da Banda lembro-me de teres vindo conversar comigo tentando-me demover da minha decisão. Hoje sinto realmente a mágoa de não o teres conseguido. Mais do que nunca queria ter-te feito a vontade. Sei que não vale de nada até porque o tempo não volta para trás mas quero que saibas que se fosse hoje tudo teria sido bem diferente.
Recordo ainda quando me tiraste as medidas pois íamos ter direito a uma nova farda e do brilho que trazias nessa altura nos teus olhos. São ainda precisos os dedos de muitas mãos para se poderem contar as vezes que nos abraçámos e que falámos de música. Desde cedo percebi a admiração que tinhas por mim e que ainda ontem a tua neta me lembrava enquanto a cumprimentava olhando para ti uma última vez. Era uma admiração recíproca. Era, é e continuará a sê-lo.
Contigo aprendi muito do que é ser músico nesta casa. Espero ser capaz de o transmitir aos mais novos da mesma forma que foste capaz de o deixar plantado em mim. Sim, porque o tempo passa também por mim. Talvez já não tenhas ido a tempo de saber que o Valdemar agora toca Clarinete Baixo pelo que do naipe de clarinetes "normais" eu sou já o músico mais antigo. É esse um dos sinais dos tempos. E desculpa se dei cabo da carreira brilhante que me tinhas predestinado. Talvez estivesses só a ser simpático. No fundo, ambos sabemos que eu não percebo nada de música...

Recordando o Top+ - Sweet (A La La Long)




Recordando o Top+: capítulo 6.
Hoje paro um pouco em 1992 com uma visita à música reggae. O grupo chama-se Inner Circle mas o que mais facilmente se recorda é o nome do tema: "Sweet (A La La Long)". E não há muito mais a dizer. Apenas partilhar o facto das redescobertas mais gratificantes serem aquelas que chegam de vozes que não andam tão na ribalta quando comparadas com tantas outras. Porque é frequente recordarmos em primeiro lugar estas últimas e as outras acabam por cair no esquecimento. Mas, em contrapartida, quando nos lembramos, a satisfação parece maior e acabamos por nos deixar ficar mais tempo. Como quem acaba de descobrir um novo sabor.
Algures no ano lectivo de 1992/1993 isto rodava no meu leitor de vídeo lá em casa. Alguém se lembra?
Amanhã há mais.

Recordando o Top+ - Amazing




Recordando o Top+, capítulo 5.
De entre todas as músicas do meu tempo de liceu (tirando todas as dos Queen), "Amazing" dos Aerosmith será talvez a que me traz melhores recordações. Desde logo por ter sido a primeira balada de um grupo rock que me atrevi a tocar no piano. Mas isso é apenas um pormenor...
Corria o ano de 1993 quando os Aerosmith deram a conhecer ao mundo o álbum Get a Grip. Era difícil ficar indiferente a músicas como "Amazing", "Crazy", "Cryin" ou "Livin' on the Edge". E todas essas músicas ganham ainda mais significado quando me dou conta que são uma espécie de banda sonora do meu último ano no ensino secundário. De facto, é-me praticamente impossível dissociar todos esses encadeamentos de acordes de caras como as do Nepinhas, da Carla, da Susana e do Pedro, por exemplo.
Muito para além da capa do cd vejo ainda um festival da canção vicarial onde a Escola Secundária haveria de participar com uma canção da qual também fiz parte cantando no refrão com alguns desses bons amigos. A vitória acabaria por sorrir à canção de Rossas (curiosamente, uma canção na qual também participei) mas, mesmo assim, lembro-me da malta se juntar uns dias mais tarde em casa da Carla, no Burgo, numa tarde muito bem passada onde estes Aerosmith (juntamente com Gipsy Kings) marcaram presença na maior parte do tempo. Felizmente há gravações em vídeo desse festival para refrescar a memória e tornar esses momentos ainda mais queridos.
Depois há ainda a memória de me ter deslocado ao Porto com o Pedro, ao sítio do costume na rua 31 de Janeiro onde comprámos um cd para cada um. Para ouvirmos em casa até a alma se cansar. Sábia decisão. Acredito que não trouxemos só os cds. Juntamente com eles trouxemos momentos e recordações que apenas muito mais tarde pude dar conta. Tarde, mas muito a tempo. Felizmente.
Amanhã há mais.

Recordando o Top+ - Please Don't Go




Recordando o Top+, capítulo 4.
Embora este tipo de música não seja propriamente a "minha praia" é praticamente impossível falar do meu Verão de 92 sem falar em "Please Don't Go".
As melhores férias grandes da minha adolescência aconteceram em 1992, num tempo em que o local de encontro ainda era o recinto da velhinha escola primária. Passávamos tardes inteiras a dar "toques" (com uma bola que nesse tempo não havia telemóveis), a jogar à correiada, a sacar cavalos de bicicleta ou até a jogar de baliza a baliza sem poder defender com as mãos (das minhas brincadeiras preferidas). Aos clientes habituais (Carlos, Sérgio, Tono, Pedro, Zé Mário ou João do "Selmo") juntavam-se os "franceses" Jorge e Daniel e as suas primas e ainda o Miguel Confiança que já não vejo desde esses dias. Havia ainda de quando em vez o Paulo das Silveiras ou o Miguel do Ferreiro ambos com um humor acima da média. E aos Domingos era o jackpot com a malta dos lados da Costa a chegar nas suas bicicletas.
Desse Verão guardo algumas das histórias mais engraçadas da minha vida e que costumo contar em algumas ocasiões especiais. Desde ilustres amigos a fugirem por campos de milho até aqueles que subiram vedações quando estas já tinham "buracos de passagem". E outras aventuras que não me atrevo a contar aqui...
E depois há o sol da serra; aquela poeira; a água; o toyota corolla guiado pelo meu irmão e a carrinha do sr. Isaías nas mãos do Carlos com a seita toda na "caixa aberta" ao vento.
É incrível como pode ser doloroso perceber que os dias não voltam. Sobretudo estes, que parecem nunca ter ido. Apetece mesmo dizer "Please Don't Go".
Amanhã há mais memórias.
Até lá.

Recordando o Top+ - More Than Words



Recordando o Top+, capítulo 3.
É fácil fechar os olhos e recordar tantas histórias com este som.
Com todas as formas muito bem definidas, vejo novamente o José Rodrigues dos Santos a apresentar uma peça jornalística onde explica o porquê de aparecer a bandeira portuguesa neste videoclip. Afinal de contas o guitarrista é da pátria de Camões e sofre ao longe, como qualquer outro, pelo seu Benfica. E é assim que Nuno Bettencourt, mesmo sem saber, tornou esta enorme canção em algo ainda mais especial. Mais próximo. Mais meu. Nosso.
Dizem que o liceu como o conheci já não existe. "More Than Words" ajuda-me a enganar essa realidade e traz-me algumas das artérias da velha escola escondidas em alguns dos acordes. Isso e muitas das pessoas que fizeram esses dias.
Por agora fico por aqui.
Amanhã há mais.

Recordando o Top+ - Runaway Train



Como havia prometido aqui estou novamente para deixar o segundo videoclip de muitos que marcaram os meus dias de liceu e que fui gravando do Top+. Hoje deixo aqui este "Runaway Train" que serviu para tirar os Soul Asylum do anonimato e que seria um dos maiores êxitos de 1992. No ano seguinte haveria de ser lançada a colectânea que se pode ver na imagem onde, para além desta canção, se podem encontrar muitos outros hits que também caberiam perfeitamente neste post. As músicas são tantas e as boas memórias teimam em acompanhá-las com a rapidez de um F1 e a fiabilidade de um qualquer relógio suíço. Cabem dentro desse cd lembranças únicas ao som de "What's Up" dos 4 Non Blondes, "Cose Della Vita" do Eros Ramazzotti, "Condemnation" dos Depeche Mode, "Can't Help Falling in Love" dos UB40, "Go West" dos Pet Shop Boys, "Forever in Love" do Kenny G, "Creep" dos Radiohead, "Everybody Hurts" dos R.E.M. ou "I'd Do Anything For Love (But I Won't Do That)" dos Meat Loaf.
Lembro-me perfeitamente do meu grande amigo Freitas estar com esse cd na mão à espera do toque para intervalo. Depois era só colocar de forma estratégica umas colunas que estavam guardadas no edifício da capela para deixar toda essa boa música invadir por completo o recinto da escola. Era impossível ficar indiferente.
Os dias passam mas trago sempre uma infinidade de queridas lembranças entaladas na alma. Ainda bem.
Amanhã há mais.

Recordando o Top+ - There Will Never Be Another Tonight




Durante esta semana decidi prestar um pequeno tributo aos tempos áureos da minha adolescência em que gravava vários dos videoclips passados nas tardes de domingo no programa Top+.
Ainda possuo uma cassete de vídeo desses tempos onde ficou registada uma espécie de colectânea dos videoclips que mais me marcaram. Era mais um dos pequenos "vícios" que tinha juntamente com o Pedro. Éramos como unha e carne. Quase me atrevo a dizer que não respirávamos um sem o outro. Uma amizade própria desses tempos e que deixa saudades mesmo perdurando até aos dias de hoje. Quem na sua adolescência não teve o seu "melhor amigo"?
Hoje, com a internet, tudo parece mais próximo. Mais simples de obter. E ainda bem pois de outra forma seria mais complicado ter tantas recordações apenas à distância de um clique. Mas nem sempre foi assim. E nos meus tempos de liceu recordo que o Pedro comprava quase todas as semanas uma revista onde se podia consultar o top 20 de vendas dos artistas pop do momento. E era daí, analisando as subidas e descidas na tabela (e as novas entradas, claro) que prevíamos quais os videoclips que iriam passar no Top+ do domingo que se avizinhava. A partir daí era só deixar o vídeo a postos para gravar aqueles vídeos que mais nos interessavam. Lembro-me que a primeira vez que fiz tal coisa tive a sorte de passarem "Bohemian Rhapsody" dos Queen e "You Win Again" dos Bee Gees. Foi como se me tivesse saído um qualquer jackpot...
E foi ao lembrar-me desses tempos e de outros tantos pormenores deliciosos que decidi deixar aqui neste meu espaço um videoclip por dia durante uma semana.
Hoje fica aqui plantado este "There Will Never Be Another Tonight" do álbum Waking Up the Neighbours do Bryan Adams e que esteve várias semanas no primeiro lugar das tabelas sobretudo devido ao êxito da balada "(Everything I Do) I Do it For You".
Prometo voltar amanhã com mais outra boa malha. Até lá, boas recordações para todos.

Os Primeiros Campeões... Segunda Parte

Da esquerda para a direita...
Em cima: Alcémio, Vítor, Zé, Fernando Jaime
Em baixo: "Zeca", "Sanito", Toni, Almeida

(Nota: Devo esta doce lembrança ao grande amigo Toni que fez o enorme favor de me facultar duas dezenas de fotos desse dia decisivo de 1989 no Torneio de Futebol do Saju)

Já tinha escrito anteriormente um pequeno texto sobre os primeiros campeões baseado numa foto que me tinha chegado às mãos pelo Alexandre através do facebook e que fez reavivar em mim alguns dos melhores dias que passei como elemento do Grupo Cultural e Recreativo de Rossas. Felizmente uma curta troca de palavras com o Alexandre foi o suficiente para perceber que o Toni tinha em sua posse várias fotos desse período de ouro da nossa associação. Daí até ao amigo Toni me fazer chegar essas fotos às mãos foi uma questão de tempo. Pouco tempo, diga-se, pois o Toni mesmo com o passar dos anos continua com uma amabilidade surpreendente. Mas, recuemos um pouco no tempo....
Estávamos em 1989. Os heróis que se podem ver na foto, como facilmente se observa, eram mais novos e, em alguns casos, um pouco menos barrigudos do que aquilo que conhecemos nos dias de hoje. Juntamente com aqueles cujo texto publiquei no mês passado, foram dos primeiros a representar o Grupo Cultural e Recreativo de Rossas em torneios de futebol. E isso, por si, seria já motivo mais do que suficiente para inscreverem o seu nome na História. Mas foram ainda mais longe. Nesse ano de 1989 haveriam de conquistar a Taça do Torneio organizado pelo Saju batendo na final o ARDA (uma equipa da Vila que chegou a vencer o mesmo torneio por várias vezes) por 2-1 com os dois golos a serem apontados pelo Alcémio que, nessa altura, corria que se fartava pois andava na tropa e estava em grande forma. Era um autêntico matador. Nesse dia, cheguei já tarde para assistir ao jogo decisivo. Mas assisti a outros e tenho ainda na memória as defesas impossíveis do Fernando Jaime, a consistência defensiva do Zé e do Sanito, o instinto matador do Alcémio, os pezinhos de lã do Vítor Vieira, o pé esquerdo do Zeca, as entradas do Almeida como arma secreta e a enorme qualidade de "playmaker" do Toni da Cavada que ainda se mantém nos dias que correm (perdoa-me mas mesmo morando no Porto hás-de ser sempre o Toni da Cavada).
Embora não estejam na foto penso que terão feito parte também dessa equipa (talvez não nesse ano) o Zé António, o Rocha e o Miguel do Ferreiro (este último sei que no ano seguinte jogou pela equipa A pois há vídeos a comprovar isso, felizmente).
Por essa altura, aos sábados à noite, o Grupo Cultural e Recreativo de Rossas tinha os seus ensaios do extinto orfeão no centro, no salão da catequese. Era lá que se guardavam os troféus da associação que, nesse tempo, eram ainda poucos. Recordo-me de, em todos os ensaios, pegar nas taças conquistadas nesse torneio como se fizessem parte de mim. Como se tivesse andado a correr pelo campo ao lado dos heróis da foto. Como se os golos do Alcémio fossem resultado também do meu esforço.
Talvez por isso, de forma frequente, esses dias me parecem ter sido melhores. Não sei... Mas que foram bons, disso não tenho qualquer dúvida. Quem me dera lá voltar...
Obrigado.

P.S.- Para os mais saudosistas conto deixar ainda hoje no facebook, na página do GCR Rossas, as cerca de 20 fotos que o Toni teve a gentileza de partilhar comigo e que são um precioso contributo para o arquivo da referida associação.

As Aventuras de Tintin


Ontem foi dia de escapar um pouco à rotina; desligar a ficha do mundo; apagar o cansaço do cérebro ou, pelo menos, mantê-lo adormecido por um bom par de horas. Porque os momentos solitários não são, forçosamente, de solidão. São coisas bem distintas...
Deitado no conforto do meu sofá, embrulhado numa pequena manta que me ajudava a conservar o corpo na temperatura ideal, foi dia de passar uma boa parte da tarde na companhia de uma fantástica aventura do Tintin tão bem contada pelo consagrado Steven Spielberg.
Fazendo jus à obra criada por Hergé o filme leva-nos a cruzar oceanos, ultrapassar desertos, desvendar mistérios, sobreviver a perseguições alucinantes e diabólicas, tudo isso sem sair de casa e num ambiente de cortar a respiração tal é a espectacularidade de algumas cenas.
Estava habituado a episódios de animação de curta duração com sotaque francês. Foi óptima esta experiência. Pela qualidade do filme e por ter sido capaz de esquecer todo o meu cansaço na tarde de ontem. Deu para recuperar forças.
Agora é tempo de voltar a mergulhar em milhentos textos de teatro e passar para o papel umas quantas partituras para dar forma a novos espectáculos que se adivinham.
Grande abraço.