Recordando o Top+ - Please Don't Go




Recordando o Top+, capítulo 4.
Embora este tipo de música não seja propriamente a "minha praia" é praticamente impossível falar do meu Verão de 92 sem falar em "Please Don't Go".
As melhores férias grandes da minha adolescência aconteceram em 1992, num tempo em que o local de encontro ainda era o recinto da velhinha escola primária. Passávamos tardes inteiras a dar "toques" (com uma bola que nesse tempo não havia telemóveis), a jogar à correiada, a sacar cavalos de bicicleta ou até a jogar de baliza a baliza sem poder defender com as mãos (das minhas brincadeiras preferidas). Aos clientes habituais (Carlos, Sérgio, Tono, Pedro, Zé Mário ou João do "Selmo") juntavam-se os "franceses" Jorge e Daniel e as suas primas e ainda o Miguel Confiança que já não vejo desde esses dias. Havia ainda de quando em vez o Paulo das Silveiras ou o Miguel do Ferreiro ambos com um humor acima da média. E aos Domingos era o jackpot com a malta dos lados da Costa a chegar nas suas bicicletas.
Desse Verão guardo algumas das histórias mais engraçadas da minha vida e que costumo contar em algumas ocasiões especiais. Desde ilustres amigos a fugirem por campos de milho até aqueles que subiram vedações quando estas já tinham "buracos de passagem". E outras aventuras que não me atrevo a contar aqui...
E depois há o sol da serra; aquela poeira; a água; o toyota corolla guiado pelo meu irmão e a carrinha do sr. Isaías nas mãos do Carlos com a seita toda na "caixa aberta" ao vento.
É incrível como pode ser doloroso perceber que os dias não voltam. Sobretudo estes, que parecem nunca ter ido. Apetece mesmo dizer "Please Don't Go".
Amanhã há mais memórias.
Até lá.

Recordando o Top+ - More Than Words



Recordando o Top+, capítulo 3.
É fácil fechar os olhos e recordar tantas histórias com este som.
Com todas as formas muito bem definidas, vejo novamente o José Rodrigues dos Santos a apresentar uma peça jornalística onde explica o porquê de aparecer a bandeira portuguesa neste videoclip. Afinal de contas o guitarrista é da pátria de Camões e sofre ao longe, como qualquer outro, pelo seu Benfica. E é assim que Nuno Bettencourt, mesmo sem saber, tornou esta enorme canção em algo ainda mais especial. Mais próximo. Mais meu. Nosso.
Dizem que o liceu como o conheci já não existe. "More Than Words" ajuda-me a enganar essa realidade e traz-me algumas das artérias da velha escola escondidas em alguns dos acordes. Isso e muitas das pessoas que fizeram esses dias.
Por agora fico por aqui.
Amanhã há mais.

Recordando o Top+ - Runaway Train



Como havia prometido aqui estou novamente para deixar o segundo videoclip de muitos que marcaram os meus dias de liceu e que fui gravando do Top+. Hoje deixo aqui este "Runaway Train" que serviu para tirar os Soul Asylum do anonimato e que seria um dos maiores êxitos de 1992. No ano seguinte haveria de ser lançada a colectânea que se pode ver na imagem onde, para além desta canção, se podem encontrar muitos outros hits que também caberiam perfeitamente neste post. As músicas são tantas e as boas memórias teimam em acompanhá-las com a rapidez de um F1 e a fiabilidade de um qualquer relógio suíço. Cabem dentro desse cd lembranças únicas ao som de "What's Up" dos 4 Non Blondes, "Cose Della Vita" do Eros Ramazzotti, "Condemnation" dos Depeche Mode, "Can't Help Falling in Love" dos UB40, "Go West" dos Pet Shop Boys, "Forever in Love" do Kenny G, "Creep" dos Radiohead, "Everybody Hurts" dos R.E.M. ou "I'd Do Anything For Love (But I Won't Do That)" dos Meat Loaf.
Lembro-me perfeitamente do meu grande amigo Freitas estar com esse cd na mão à espera do toque para intervalo. Depois era só colocar de forma estratégica umas colunas que estavam guardadas no edifício da capela para deixar toda essa boa música invadir por completo o recinto da escola. Era impossível ficar indiferente.
Os dias passam mas trago sempre uma infinidade de queridas lembranças entaladas na alma. Ainda bem.
Amanhã há mais.

Recordando o Top+ - There Will Never Be Another Tonight




Durante esta semana decidi prestar um pequeno tributo aos tempos áureos da minha adolescência em que gravava vários dos videoclips passados nas tardes de domingo no programa Top+.
Ainda possuo uma cassete de vídeo desses tempos onde ficou registada uma espécie de colectânea dos videoclips que mais me marcaram. Era mais um dos pequenos "vícios" que tinha juntamente com o Pedro. Éramos como unha e carne. Quase me atrevo a dizer que não respirávamos um sem o outro. Uma amizade própria desses tempos e que deixa saudades mesmo perdurando até aos dias de hoje. Quem na sua adolescência não teve o seu "melhor amigo"?
Hoje, com a internet, tudo parece mais próximo. Mais simples de obter. E ainda bem pois de outra forma seria mais complicado ter tantas recordações apenas à distância de um clique. Mas nem sempre foi assim. E nos meus tempos de liceu recordo que o Pedro comprava quase todas as semanas uma revista onde se podia consultar o top 20 de vendas dos artistas pop do momento. E era daí, analisando as subidas e descidas na tabela (e as novas entradas, claro) que prevíamos quais os videoclips que iriam passar no Top+ do domingo que se avizinhava. A partir daí era só deixar o vídeo a postos para gravar aqueles vídeos que mais nos interessavam. Lembro-me que a primeira vez que fiz tal coisa tive a sorte de passarem "Bohemian Rhapsody" dos Queen e "You Win Again" dos Bee Gees. Foi como se me tivesse saído um qualquer jackpot...
E foi ao lembrar-me desses tempos e de outros tantos pormenores deliciosos que decidi deixar aqui neste meu espaço um videoclip por dia durante uma semana.
Hoje fica aqui plantado este "There Will Never Be Another Tonight" do álbum Waking Up the Neighbours do Bryan Adams e que esteve várias semanas no primeiro lugar das tabelas sobretudo devido ao êxito da balada "(Everything I Do) I Do it For You".
Prometo voltar amanhã com mais outra boa malha. Até lá, boas recordações para todos.

Os Primeiros Campeões... Segunda Parte

Da esquerda para a direita...
Em cima: Alcémio, Vítor, Zé, Fernando Jaime
Em baixo: "Zeca", "Sanito", Toni, Almeida

(Nota: Devo esta doce lembrança ao grande amigo Toni que fez o enorme favor de me facultar duas dezenas de fotos desse dia decisivo de 1989 no Torneio de Futebol do Saju)

Já tinha escrito anteriormente um pequeno texto sobre os primeiros campeões baseado numa foto que me tinha chegado às mãos pelo Alexandre através do facebook e que fez reavivar em mim alguns dos melhores dias que passei como elemento do Grupo Cultural e Recreativo de Rossas. Felizmente uma curta troca de palavras com o Alexandre foi o suficiente para perceber que o Toni tinha em sua posse várias fotos desse período de ouro da nossa associação. Daí até ao amigo Toni me fazer chegar essas fotos às mãos foi uma questão de tempo. Pouco tempo, diga-se, pois o Toni mesmo com o passar dos anos continua com uma amabilidade surpreendente. Mas, recuemos um pouco no tempo....
Estávamos em 1989. Os heróis que se podem ver na foto, como facilmente se observa, eram mais novos e, em alguns casos, um pouco menos barrigudos do que aquilo que conhecemos nos dias de hoje. Juntamente com aqueles cujo texto publiquei no mês passado, foram dos primeiros a representar o Grupo Cultural e Recreativo de Rossas em torneios de futebol. E isso, por si, seria já motivo mais do que suficiente para inscreverem o seu nome na História. Mas foram ainda mais longe. Nesse ano de 1989 haveriam de conquistar a Taça do Torneio organizado pelo Saju batendo na final o ARDA (uma equipa da Vila que chegou a vencer o mesmo torneio por várias vezes) por 2-1 com os dois golos a serem apontados pelo Alcémio que, nessa altura, corria que se fartava pois andava na tropa e estava em grande forma. Era um autêntico matador. Nesse dia, cheguei já tarde para assistir ao jogo decisivo. Mas assisti a outros e tenho ainda na memória as defesas impossíveis do Fernando Jaime, a consistência defensiva do Zé e do Sanito, o instinto matador do Alcémio, os pezinhos de lã do Vítor Vieira, o pé esquerdo do Zeca, as entradas do Almeida como arma secreta e a enorme qualidade de "playmaker" do Toni da Cavada que ainda se mantém nos dias que correm (perdoa-me mas mesmo morando no Porto hás-de ser sempre o Toni da Cavada).
Embora não estejam na foto penso que terão feito parte também dessa equipa (talvez não nesse ano) o Zé António, o Rocha e o Miguel do Ferreiro (este último sei que no ano seguinte jogou pela equipa A pois há vídeos a comprovar isso, felizmente).
Por essa altura, aos sábados à noite, o Grupo Cultural e Recreativo de Rossas tinha os seus ensaios do extinto orfeão no centro, no salão da catequese. Era lá que se guardavam os troféus da associação que, nesse tempo, eram ainda poucos. Recordo-me de, em todos os ensaios, pegar nas taças conquistadas nesse torneio como se fizessem parte de mim. Como se tivesse andado a correr pelo campo ao lado dos heróis da foto. Como se os golos do Alcémio fossem resultado também do meu esforço.
Talvez por isso, de forma frequente, esses dias me parecem ter sido melhores. Não sei... Mas que foram bons, disso não tenho qualquer dúvida. Quem me dera lá voltar...
Obrigado.

P.S.- Para os mais saudosistas conto deixar ainda hoje no facebook, na página do GCR Rossas, as cerca de 20 fotos que o Toni teve a gentileza de partilhar comigo e que são um precioso contributo para o arquivo da referida associação.

As Aventuras de Tintin


Ontem foi dia de escapar um pouco à rotina; desligar a ficha do mundo; apagar o cansaço do cérebro ou, pelo menos, mantê-lo adormecido por um bom par de horas. Porque os momentos solitários não são, forçosamente, de solidão. São coisas bem distintas...
Deitado no conforto do meu sofá, embrulhado numa pequena manta que me ajudava a conservar o corpo na temperatura ideal, foi dia de passar uma boa parte da tarde na companhia de uma fantástica aventura do Tintin tão bem contada pelo consagrado Steven Spielberg.
Fazendo jus à obra criada por Hergé o filme leva-nos a cruzar oceanos, ultrapassar desertos, desvendar mistérios, sobreviver a perseguições alucinantes e diabólicas, tudo isso sem sair de casa e num ambiente de cortar a respiração tal é a espectacularidade de algumas cenas.
Estava habituado a episódios de animação de curta duração com sotaque francês. Foi óptima esta experiência. Pela qualidade do filme e por ter sido capaz de esquecer todo o meu cansaço na tarde de ontem. Deu para recuperar forças.
Agora é tempo de voltar a mergulhar em milhentos textos de teatro e passar para o papel umas quantas partituras para dar forma a novos espectáculos que se adivinham.
Grande abraço.

Uma das melhores prendas que tive no sapato...

Há noites assim. O sono não chega e, a verdade seja dita, nada faço para que isso aconteça. É estranho. O tempo passa por mim sempre a correr mas esta noite já consegui ver dois filmes de seguida e estou agora a escrever estas saborosas linhas enquanto vou olhando de soslaio, de quando em vez, o jogo renhido entre Miami e Utah que vai passando na tv. A fogueira vai-me trazendo o calor que preciso pelo que apenas me resta deixar-me levar até outros tempos...
Aos poucos volto aos dias em que tinha aquilo a que chamávamos "melhores amigos". E creio que era por isso mesmo. Por serem realmente amigos e por serem, de facto, os melhores que poderia ter. Dentre esses estava o Pedro, companheiro de tantas aventuras e um dos principais responsáveis pelo que de melhor há em mim. Por isso mesmo é um dos primeiros rostos a aparecer nas minhas memórias em outras tantas noites como esta.
Parece magia. Parece fácil. Fecho os olhos e estamos mais novos. As férias de Natal estão a começar e as minhas notas do liceu ainda servem para pedir uma prenda de Natal antecipada aos meus pais. O "sim" do meu pai é fácil de conseguir e lá vamos os dois, num dos dias seguintes, rumo a S. J. da Madeira comprar mais uns jogos para o nosso Commodore Amiga. Esse terá sido o dia em que melhor consegui juntar quantidade e qualidade. Estão todos na foto: Rodland, Prince of Persia, Prehistorik, Mercs, Gods, Magic Pockets, Speedball 2, Parasol Stars e Rainbow Islands. Isto seria um presente de sonho ainda nos dias de hoje, quanto mais há 20 anos atrás...
As disquetes ainda funcionam na perfeição e, imagina, um dia destes estive a montar o Commodore no sótão da casa dos meus pais, no mesmo sítio onde jogámos tantas e tantas vezes... É inexplicável a quantidade de pequeninos pormenores que se conseguem trazer de volta quando se criam condições para que isso aconteça. Tenho um amigo que lhe chama o "pôr-se a jeito". Soube mesmo bem voltar a subir aqueles degraus todos e sentir aquele cheiro característico enquanto o computador ia lendo as disquetes. Já não tenho a destreza de outros tempos pelo que o Boss final do Rodland, desta vez, foi mais forte do que eu. Mas eu hei-de lá voltar. Mais bem preparado. E hei-de voltar a acabar esse e muitos outros jogos como fizemos tantas vezes. Comparando com os dias de hoje, a esta distância, parecem dias em que era frequente ter a cabeça mais vazia e o coração mais cheio.

Os primeiros campeões...

Da esquerda para a direita e de cima para baixo:
"Michel", Mário, Zé Luís, Dário.
Carlos, Paulo, Zé Mário e Alexandre.

Nota: (Devo esta foto e, por conseguinte, esta fantástica recordação, ao grande amigo Alexandre que resolveu publicar esta pérola (que eu desconhecia) no facebook. Não há palavras para agradecer.)

O Grupo Cultural e Recreativo de Rossas foi fundado a 11 de Junho de 1981. Tem mais de 30 anos de existência "no papel" e muitos mais se contarmos todos aqueles que se passaram antes do nome ter sido eternizado numa simples escritura. A sua principal actividade e razão fundamental para a sua criação foi o Teatro embora se tenha conseguido destacar em muitas outras vertentes, felizmente.
Hoje vou falar-vos um bocadinho de futebol. Os títulos são muitos e as várias dezenas de taças confirmam isso mesmo. Mas até se atingir essa mentalidade vencedora, esse hábito de vencer, houve alguém que teve de ser o primeiro. E essa sensação de vencer pela primeira vez deve ser agradecida aos heróis da foto. Corria, creio, o ano de 1989. Por essa altura os torneios de futebol de 6 do SAJU (e, de quando em vez, os torneios organizados pelo Sport Rossas e Malta) eram praticamente a única oportunidade que as várias associações do concelho tinham para praticar futebol competindo de forma salutar umas com as outras. Eram a nossa I Divisão em ponto pequeno. No ano anterior os nossos rapazes na sua estreia tinham alcançado um honroso 7.º lugar pelo que as expectativas só podiam ser boas. Felizmente tudo correu como nos melhores livros de histórias. A nossa equipa haveria de chegar à final e vencer nas grandes penalidades por 5-4 depois de um empate (2-2) no final do tempo regulamentar com a equipa PintoSomerset.
Eu tinha apenas 13 aninhos e lembro-me de pedir ao meu pai para ver a grande final. Como era um domingo de manhã a missa estava em primeiro lugar pelo que quando consegui o sim do meu pai o jogo já tinha começado. Mesmo assim lá fomos e embora tivesse perdido os golos do tempo regulamentar ainda fui a tempo do prolongamento e das penalidades decisivas. Se a memória não me atraiçoa foi o "Graveto" quem falhou a penalidade do nosso contentamento atirando ao lado para depois o Pinho da Portela marcar o penalty decisivo fazendo um sprint empolgante até fuzilar por completo as redes adversárias. Alguém me corrija se não foi bem assim (até porque o Fernando Pinho não aparece na foto) mas ainda hoje são essas as memórias que parecem bem nítidas e que trago comigo. Lembro-me do meu irmão bater a sua penalidade e o guarda-redes adversário ainda tocar na bola o que provocou um festejo ainda mais efusivo no Zé Mário que, à semelhança dos seus companheiros, tanto merecia essa vitória.
Nessa altura o Grupo Cultural e Recreativo de Rossas tinha duas equipas, A e B, tendo alcançado nesse torneio de 1989 organizado pelo SAJU prestações exemplares. Para além da vitória alcançada pela equipa A, a equipa B venceu no mesmo dia a competição da Taça (semelhante à Taça de Portugal) com 2 golos do Alcémio que nessa altura estava em grande forma.
Hoje, a cada actividade realizada pelo nosso GCRR, é também estes homens que estamos a honrar e que nunca devemos esquecer. Porque ajudaram a dar os primeiros passos. Criaram. Proporcionaram. Fizeram o sonho ser cada vez maior. E é por isso que ele ainda continua...
Obrigado.

Os 100m nos Jogos Olímpicos de Seul em 1988



Sempre fui um fã dos Jogos Olímpicos. Em especial das provas de atletismo. Para muitos, o início dos verdadeiros Jogos Olímpicos só se dá quando realmente começam as provas de atletismo, como se as outras fossem apenas um aperitivo a preparar o que está para vir...
Nos tempos de meninice tudo isso ganhava ainda mais importância pois não tínhamos a enorme quantidade de canais que está hoje disponível ao comum dos mortais. Tínhamos a RTP1 e, para os mais afortunados, a RTP2. Confesso que não fui dos que foram tocados por essa sorte pois em minha casa, por mais voltas que déssemos à antena, o canal 2 da RTP nunca viu a luz do dia. Por tudo isso não eram muitas as novidades que se podiam ver através da TV. Mesmo os jogos de futebol eram muito raros. Felizmente chegavam lá a casa a Fórmula 1 e os Jogos Olímpicos, por exemplo. E das provas de atletismo desses dias, houve umas que ficaram mais na memória do que outras. Lembro a minha primeira desilusão ao ver a final dos 10000m dos Jogos de Olímpicos de Los Angeles em 1984 quando o nosso Fernando Mamede desistiu em plena final. E logo ele que era o recordista mundial da distância na altura. Imagino a tristeza que lhe iria na alma.... Felizmente ainda estava acordado quando nos mesmos jogos Olímpicos o Carlos Lopes venceu a maratona e trouxe para Portugal, pela primeira vez, o ouro olímpico.
Mas não foram só as provas envolvendo atletas portugueses que me ficaram na memória. Ontem, a Sportv passou uma excelente peça sobre o grande atleta Carl Lewis. É enriquecedor  saber todos os pormenores por trás de cada sucesso a cada corrida realizada. Os testemunhos dos antigos colegas de equipa fizeram-me ficar colado ao ecrã durante toda aquela hora que não pareceu ter mais de 10 minutos. É disso que se fazem os bons programas. E foi inevitável falarem da famosa final dos 100m nos Jogos Olímpicos de Seul que eu tão bem recordava. Lembro-me de estar a ver a prova na altura e de desejar fervorosamente uma vitória do Ben Jonhson. Clubismos à parte, deve ser aquela tendência natural que temos para torcer pelos menos cotados. E como o Carl Lewis já estava atolado em vitórias... O resto é o que se sabe. Ben Johnson cruzou a meta como se de um foguete da Nasa se tratasse e eu festejei a vitória como se fosse um golo do Benfica. Pouco tempo depois a bomba rebentou... O rapaz estava dopado e o título olímpico acabou por ser atribuído, muito justamente, a Carl Lewis.
Foi óptimo reviver tudo isto na noite de ontem ao som da Sportv. Aqui fica o registo. Porque não serei o único a ter essa prova tão carismática na memória.

O Hino da Liga dos Campeões afinal é Português...



Para o comum dos mortais a música "Zadok the Priest" de G. F. Handel não deverá ser familiar. Mas se acrescentar que foi fazendo uma adaptação dessa música que Tony Britten criou o actual Hino da Liga dos Campeões, as coisas parecerão mais familiares, certamente. Basta fazerem uma pesquisa rápida pelo youtube e darão conta disso mesmo e até ajuda a explicar a grandiosidade da música. Mas há algo mais em comum nas obras de Handel e Britten: a dificuldade em perceber a totalidade da letra. É compreensível. Nenhuma delas está escrita na língua de Camões. O Hino da Liga dos Campeões é até cantado em três idiomas diferentes, inglês, alemão e francês, línguas oficiais da UEFA.
No entanto, houve alguém com um ouvido muito apurado que conseguiu descortinar um texto português saído daquelas vozes magníficas. Uma espécie de mensagem escondida.
E que soa muito parecido, lá isso é verdade... Para compararem, deixo a letra original:

Nota: (Na versão editada transmitida na televisão antes e depois dos jogos são usados apenas os versos que estão a negrito). - Fonte: Wikipedia


Ce sont les meilleures équipes
Es sind die allerbesten Mannschaften
The main event
Die Meister
Die Besten
Les grandes équipes
The champions!
Une grande réunion
Eine grosse sportliche Veranstaltung
The main event
Ils sont les meilleurs
Sie sind die besten
These are the champions
Die Meister
Die Besten
Les grandes équipes
The champions!