Parabéns Nuno...



Parabéns Nuno.
O tempo levou-nos para longe. É comum acontecer à medida que nos vamos fazendo homens e a vida nos chama a múltiplas responsabilidades. Por isso não nos vemos há muitos anos. Mesmo muitos. Creio que desde o casamento do meu irmão. Por isso mesmo as recordações que possuo são obrigatoriamente antigas embora pareçam ainda tão presentes e recentes.
Para trazer as coisas mais para junto da memória tirei uma foto a uma caixa que guardo no sótão de minha casa onde tenho alguns dos brinquedos de infância que escaparam ao passar dos anos. Lá ainda se encontram alguns dos pequenos bonecos com os quais fazíamos as mais emotivas guerras de índios contra cowboys. Lembro-me em particular de um cowboy verde muito danificado já na altura e que em todas as nossas brincadeiras fazíamos sempre beber um copito num bar imaginário antes que ele atacasse alguém. Trago também na memória o teu irmão Artur que vejo ainda hoje a andar "à bulha" com o meu irmão (na brincadeira, claro!!!) com quem ele simpatizava muito.
A casa dos meus pais era pequena mas, para nós, era todo um mundo a descobrir. E foram tantas as nossas brincadeiras enquanto as nossas mães ficavam tardes inteiras nas suas pinturas. Por vezes chegavas a ficar lá em casa uma semana seguida. Não me lembro de isso acontecer com nenhum outro amigo meu.
Depois veio o ZX Spectrum e outros momentos ímpares na companhia de Supertest, Nomad ou Double Dragon, por exemplo.
Depois crescemos e somos hoje aquilo que somos.
Juntamente com os brinquedos dessa altura guardo todas essas boas memórias nessa caixa onde volto de vez em quando e na qual apenas eu estou autorizado a tocar. Porque as boas memórias não têm preço.
Feliz aniversário.

Miguel

Verão Azul



O normal é recordar o Dartacão. É fácil perceber isso quando fazemos uma rápida pesquisa pela internet. Sim, também foram os meus desenhos animados favoritos. Ainda hoje trago na memória o timbre de todas as vozes, desde a do Dartacão até às dos grandes rivais "Bigode Preto" e Rechelião passando pelo bom inimigo Vidimer.
Também é normal falar da Abelha Maia (que já não é bem do meu tempo), do Tom Sawyer ou da Turma do Balão Mágico que tinha uma grande música logo a abrir.
Quando os anos passam por nós é natural agarrarmo-nos às memórias que mais se entranharam em nós pois sabemos que o tempo vai acabar por levar algumas das outras. Por enquanto esse mesmo tempo tem sido bastante generoso comigo e pouco se atreve a levar do muito que guardo desses tempos.
Eu gostava muito dos Estrunfes e do Popeye. Do Sport Billy e do Buck Rogers no Séc. XXV. Lembro-me até de brincar à Galactica como se estivesse a comandar uma nave com as cadeiras da pequena sala da minha casa de infância. Tenho saudades do Homem Automático, da Casa na Pradaria, do Conan, do Misha, do Ruy o Pequeno Cid, do Willy Fog ou até do Marco Polo. Até mesmo dos Três Dukes e do Cão Vagabundo. Será que alguém ainda se lembra da Super Avozinha ou do Bell e Sebastião?
Desses e de muitos outros que me fizeram companhia durante a minha passagem pelo Ensino Primário guardo pequenos "flashes" de episódios que espero me acompanhem para a vida.
E hoje queria apenas espevitar um pouco as boas lembranças de cada um.
Deixo-vos com o Verão Azul. Até aqui o normal é recordar o tema de abertura que toda a rapaziada assobiava de princípio ao fim nos intervalos da escola. É compreensível. Mas o que vos trago são duas outras melodias incontornáveis e que ainda hoje estão bem nítidas na minha memória: "No mateis mi planeta" e "No nos moveran". Obrigado Chanquete.

Miguel

P.S. - Ficou sempre a mágoa de ter nascido um pouco tarde para me recordar do Bonanza. Ficou a música o que já não é pouco: tam, taram tam tam, taram tam tam tam, tam, taram tam tam, taram tam tam...

Brincar à música agradecendo ao Paulo...


O amigo Paulo (em certos círculos bem fechados também conhecido como Andor) merecia hoje o melhor dos textos. Desculpa Paulo pois não será esse o caso. Pouco importa, creio... Dizem os de boa-vontade que a intenção por vezes é que conta pelo que resta-me acreditar que hoje será uma dessas tantas vezes.
O cansaço e a depressão há muito que tomaram conta de mim mas, ao contrário do que o meu corpo franzino poderia fazer acreditar ao comum dos mortais, a minha alma inquebrável tudo contorna com uma aparente facilidade.
Apesar de desempregado, trabalho é coisa que não me falta. Recebo por dia, em média, três telefonemas de gente (amiga ou não) a pedir algo, ao que costumo aceder na quase totalidade das ocasiões e sem querer nada em troca. Com dois filhos cá em casa a reclamar todas as atenções o tempo para mim e para fazer música torna-se cada vez mais escasso e mesmo aquele que sobra acaba por ser menos proveitoso. E é aqui que o Paulo merece a minha vénia. A minha gratidão. A minha amizade sincera.
Desde há muito tempo para cá (pode ler-se em anos...) o Paulo foi o único que veio falar comigo não para pedir algo mas antes para oferecer. Dar-se. E vejam lá a ousadia, nem sequer foi por telefone. Não é que o raio do rapaz falou comigo pessoalmente?! Como agradecer a uma pessoa assim?
Estava eu sentado num dos meus muitos momentos solitários e o Paulo aproxima-se de mim e diz: "Então? Ainda gostavas de experimentar uma trompa?". O resto não adianta partilhar. E tem sido assim que desde há um mês a esta parte tenho "brincado à música" em algumas manhãs tendo uma trompa por companhia.
Embora o Paulo tenha insistido para que continuasse com ela por cá, chegou a hora de a devolver.
Resta-me agradecer-lhe com todas as minhas forças pelo gesto e, sobretudo, por ser meu amigo. Mesmo tendo eu estudado na 1.º classe com o pai dele. Mesmo tendo sido colega de liceu, para além do pai, também da mãe. Tem idade para ser meu filho. É meu amigo e eu tenho orgulho nisso.
Conta sempre comigo. Um grande abraço Paulo.

Perfect Day


Hoje deixei-me ficar por aqui. Porque as palavras de Lou Reed fazem todo o sentido. Porque o dia perfeito pode ser aquele em que nos superamos apenas um bocadinho mais do que julgávamos ser capazes. Aquele em que nos mantivemos de pé quando tudo o que o corpo pedia era que o deixassem cair.
As palavras saem da boca de vários artistas e entram-me pelo ouvido como se do melhor amigo se tratasse. De repente tudo flui, o cérebro acorda partes mais escondidas e daí até a respectiva partitura chegar às minhas mãos é uma questão de poucos minutos. Chamam-lhe "à primeira vista" mas, em frente ao piano, os meus dedos adivinham todas as notas como se a canção convivesse comigo desde sempre. E é assim que vou ficar por algum tempo. Por favor, não me tirem daqui. Deixem-me ter o meu Perfect Day.

" (...) Just a perfect day
You made me forget myself
I thought I was
Someone else, someone good (...)"


Invictus



Invictus

Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll.
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul. 

(William Ernest Henley)

P.I.D.E. (Panfleto Independente em Defesa do Estudante)


O nome começa por nos prender a atenção: P.I.D.E. (Panfleto Independente em Defesa do Estudante). Era este o primeiro número do jornal elaborado pela Associação de Estudantes da Escola Secundária de Arouca corria o ano lectivo de 1991/92. Das 4 edições previstas conservo comigo este primeiro número. Muito sinceramente (desculpem se estiver errado) julgo até que os três números seguintes nunca chegaram a sair com muita pena minha pois adorei os textos publicados e todo o teor cómico presente na esmagadora maioria das páginas. Aliás, o próprio título do jornal já deixava adivinhar isso...
Ao reler todas essas linhas que já têm 20 anos recordo com especial agrado o texto intitulado Crónicas de um bom malandro da responsabilidade do Fernando Miguel Pinho que, na altura, frequentava o 12.º A. Ainda hoje quase me desmancho a rir com a sua "dissertação" sobre o ácido desoxirribonucleico do camelo e o quanto isso pode estar mais próximo da qualidade da água dos escassos fontanários da nossa escola do que aquilo que poderíamos imaginar. Um texto soberbo e intemporal.
Depois, entre muitos outros destaques de filmes, discos e outras novidades da altura revejo com especial carinho a secção Quadras e outras Histórias por Vítor Manuel Almeida Fernandes (12.º C). Aqui transcrevo essas quadras na íntegra:

"Olá caros colegas
Que vão ter de me aturar
Durante os próximos meses
Até o jornal acabar

Espero que gostem
Desta parte do jornal
É a parte mais gira
É a parte comical

Semeei um pé de couve
E nasceu um pé de alface
Meu amor não me quer mais
Vou vender a minha bicicleta

As águas do rio vão altas
Vão fora dos alimitios
Os peixes sobem as árvores
E eu vou lá e papios

As ondas do mar ondulam
Ondulam que é termente
As primeiras trazem peixe
E as últimas principalmente

O coelho anda no monte
A lebre no carrascal
O coelho anda depressa
A lebre nem por isso

O mar é um jardim
Os peixes são as flores
Os pescadores são os jardineiros
E a minhoca é que se lixa

Os pinguins querem frio
Os camelos querem calor
O deserto tem areia
E o gelo é frio

Estou cheio de sono
Daqui a pouco vou dormir
Mas durante a minha vida
Nunca mais te vou esquecir

Fui à feira do pardali
P'ra comprari uma burra
Se não encontrar nenhuma
Volto para casa a pé

O vento quando sopra
Sopra fortemente
O primeiro é perigoso
E o outro de repente

Sou poeta
Sou herói
Não tenho dinheiro
Mas isso não inflói"

E era esta óptima recordação que hoje queria partilhar convosco. Deixo-vos com os nomes dos alunos que fizeram essa primeira edição do "P.I.D.E." (tal qual como estão escritos no jornal) a quem agradeço os enormes momentos de boa disposição proporcionados.

Miguel Ângelo Q. Brandão
Pedro Miguel Santos Silva
Fernando Miguel Pinho
Isilda Maria de Almeida Ferreira
Anselmo Filipe Oliveira
José Augusto Fontes Ferreira
Vítor Manuel Almeida Fernandes
Calisto Elói

Lembrando a secção "Micromania" da revista JND de Domingo




Quem, como eu, é amante de videojogos perceberá facilmente esta minha espécie de demência ao recordar frequentemente pormenores e momentos que podem parecer absurdos ao mais comum dos mortais. E, para esses, continuarão certamente a parecer absurdos pois não será minha intenção explicar o que quer que seja. Até porque se tornaria praticamente impossível. Mais não quero do que partilhar memórias que me são queridas e que ainda hoje me deixam num estado de "levitação" reconfortante. As lágrimas chegam e não param e, a verdade seja dita, eu nada faço para as deter. Pelo contrário. Procuro mais uma folha, uma foto, um relato e como que obrigo este imenso prazer a empurrar mais umas quantas lágrimas pelo canto do olho.
Iniciei-me nesta vida na década de 80 com o famoso ZX Spectrum mas foi com o Commodore Amiga 500 que atingi o auge no que toca a recordações e melhores momentos. De então para cá têm sido várias as consolas que chegam cá a casa mas apenas a PS3 me conseguiu trazer alguns momentos que se aproximaram um pouco de tudo o que o Commodore Amiga 500 me trouxe. E hoje queria apenas deixar aqui uma dessas muitas boas memórias...
Nos finais da década de 80 e início da de 90 o Jornal de Notícias de Domingo trazia uma revista: a JND Magazine. Lá dentro, todas as semanas, o João Cruz escrevia as linhas que davam vida à secção Micromania onde podíamos tomar conhecimento das novidades que chegavam para os computadores de 16 bits. Por isso as minhas manhãs de domingo eram mais agitadas. Começavam com a missa às 8h na igreja seguida do ensaio do grupo coral dos mais novos. No final, na companhia dos grandes amigos da altura, a viagem de regresso tinha passagem obrigatória pela loja da Barroca onde a Emilinha ou o Sr. Emídio me vendiam o jornal com o sorriso habitual. De lá até casa era aquela pressa nervosa de quem folheia o jornal de forma completamente descompassada e irregular até parar nas páginas de sonho.
Muitos foram os jogos que comprei seguindo as indicações que via no jornal. A maior parte deles foram boas escolhas no meio de meia dúzia de pequenas desilusões. Das páginas que hoje deixo nas fotos (tenho aqui muitas mais) saliento o Golden Axe, Speedball 2, Toki, Prince of Persia, Pre-Historik, Midnight Resistance, Kick Off 2, Rodland, Magic Pockets, Gods, Super Monaco GP, Chuck Rock, Mercs ou Lotus Esprit Turbo Challenge. Todos eles e muitos outros foram jogados na altura e ainda andam aqui por casa e me fazem companhia em algumas noites de retrogaming. Há ainda aqueles que por uma ou outra razão não consegui adquirir na altura e sempre me fui interrogando como seriam. Das fotos, Toyota Celica GT Rally, Combo Racer e Disc são três bons exemplos. Tenho colmatado essa enorme lacuna nestes últimos dias num dos meus Amigas aqui da casa. Mesmo com 20 anos de atraso ainda se conseguem bons momentos experimentando esses jogos "novos". Mas como teria sido ainda melhor se tudo tivesse acontecido há 20 anos atrás.
Agora desculpem mas vou jogar um bocadinho de Turrican e Jim Power, pode ser?
Grande abraço.

OITL - Organização Internacional de Tocadores Liberais





Corria o ano de 2006. A Escola Secundária Ferreira de Castro em Oliveira de Azeméis ajudava-me a dar os primeiros passos como professor de Matemática. Desse tempo tenho, ainda hoje, amigos para a vida. Ainda a semana passada estive com o Leandro em plena Feira das Colheitas a falar, entre outras coisas, também desses dias.
As tardes passadas com a Teresa e a Sónia são das coisas que mais tenho saudades. São amigas dotadas de uma simplicidade, companheirismo e boa-disposição muito difíceis de igualar. E isso terá ajudado a que nos déssemos tanto e tão bem mesmo quando o trabalho era muito e prometia ser aborrecido.
Para refrescar a memória acabo de ler um livro intitulado "3x4=D" que me trouxe episódios inigualáveis e que, confesso, alguns já estavam esquecidos. É natural, com o passar do tempo, esquecermo-nos das coisas. Das pessoas é que não...  E é incrível como algumas das palavras contidas no livro parecem "proféticas"...
Felizmente a minha relação com os outros professores também era excelente e a prová-lo está a minha participação num projecto a que decidimos chamar "OITL - Organização Internacional de Tocadores Liberais". Escolhemos meia dúzia de músicas e fizemos a actuação possível na Festa da Escola. Sempre disse que o melhor teria sido filmar os ensaios que o sucesso tinha sido maior mas também não estivemos muito mal assim... Eheheh! Como estou a recuperar algumas cassetes velhas tropecei no vídeo dessa actuação e decidi partilhá-lo convosco. Penso que os restantes intervenientes não se importam. Ora vejam lá se me descobrem. Aviso desde já que, ao contrário do que seria de esperar, não estou nas teclas...
Um grande abraço aos companheiros de palco que eram todos 5 estrelas.

Há dias que são mais dias que os outros porque os enchemos de paz e alegria




Foto 1: Ivo, Pedro, Belinha, Zé Mário, Nepinhas e Miguel (Eu)

Foto 2: Fátima (prima da Sara), Ivo, Sara, Pedro, Belinha, Miguel (Eu), Célia, Zé Mário, Elisabete, Clara e Fátima. Algures, escondidos lá mais atrás que quase nem dá para ver estão também o Tono e o Sérgio, óptimos companheiros nestas andanças.





Corria o ano de 1994. Era o Ano Internacional da Família. Depois de um primeiro Festival Diocesano realizado no Palácio de Cristal em 1985 e onde Arouca saiu vencedora com a célebre canção "Só o Amor constrói a paz" composta pela amiga Vira foi a vez dos jovens de Rossas serem mais uma vez postos à prova no ano de 1994. Com uma canção que surgiu mesmo em cima do tempo limite vinda da capacidade criadora da Sara lá conseguimos ir a tempo ao Festival Vicarial em Arouca onde por entre 10 canções acabámos por vencer ganhando dessa forma o direito a representar Arouca no Festival Diocesano no Palácio de Cristal.
Foram dias feitos do melhor que a vida tem para proporcionar. E eu tive a felicidade de poder presenciá-los. Muitos serão já os pormenores que me foram escapando com o passar dos anos mas outros há que teimam em ficar e ainda bem.
Podia falar, por exemplo, no engano inicial ainda no festival aqui em Arouca onde alguém falhou a primeira entrada e tive de improvisar até que alguém começasse a cantar. No final foi delicioso ouvir que "a entrada da canção era mesmo bonita"...
Podia ainda falar que foi nesta preparação para o Festival no Palácio de Cristal que conheci o meu amigo Ivo (então com apenas 13 aninhos) e que me lembro perfeitamente de ter ido para o ensaio geral com as baquetas numa caixinha a que resolvemos chamar de forma simpática de "velas da comunhão". Ai o que a gente se ria...
Jamais poderia esquecer a quantidade tremenda de jovens que foram propositadamente de Arouca para nos apoiar e os arrepios que isso proporcionou em plena actuação. Mesmo quando um dos microfones caiu e o Tono ainda lhe tentou pôr a mão. Lembras-te Rambo?
Houve ainda a famosa ida ao estúdio para gravarmos a "nossa" música, os elogios ao baterista e aquele jantar inesquecível no "Convívio" onde acabámos a noite a cantar...
O episódio mais caricato surgiu na manhã do próprio festival quando o autocarro que deveria transportar os intérpretes não apareceu e tivemos de apanhar boleia num outro autocarro destinado aos jovens do Burgo, creio eu... Lembro-me da enorme cavaqueira na viagem de regresso a cantar o "Fora da Bolsa" onde algumas das rimas ainda estão guardadas comigo para a eternidade.
Há ainda a doce lembrança daqueles que não aparecem nas fotos mas que foram o suporte maior de todos estes momentos. E aí destacam-se o amigo Padre Vilar, responsável num desses dias pela frase que dá o título a este post, e ainda a grande amiga Carla que ajudou a tornar todos esses momentos ainda melhores.
E tanto ainda haveria a dizer. Tanto. Mesmo tanto. Mas já não consigo...
Deixo-vos com algumas das 27 canções desse festival. Devem ser ouvidas com a mente focada no ano de 1994 relembrando a música que se ia fazendo por essa altura.
A "nossa" música é a número 4: "Amanhã, feliz eu sorrirei!".
A canção vencedora foi a número 8: "Da Família nasce a paz" e, já agora, a minha preferida é a número 12: "O Outro Lado".
Tenho ainda um carinho especial pela canção número 3: "Cruz Pequenina" que me faz lembrar segundos antes de entrar no palco num nervoso difícil de igualar onde estava também a belíssima intérprete de tal canção. Lembras-te Pedro?
O Ivo já tem falado várias vezes quando nos juntámos todos outra vez para um jantar. Atrevo-me a ir um pouco mais longe. Que tal um jantar e, no final, voltarmos a gravar a mesma música todos juntos?
Fica a sugestão.
Aquele abraço que nós sabemos.

Miguel

Nota: De facto, "há dias que são mais dias que os outros porque os enchemos de paz e alegria"...

Xana Toc Toc no Coliseu





Ontem o dia foi um bocadinho diferente.
Há muito que a Rita conhece a Xana Toc Toc. A televisão cá de casa está "infectada" com o Canal Panda pelo que foi apenas uma questão de tempo (muito pouco, diga-se) até que a Rita soubesse todas as músicas de cor e salteado fazendo até algumas danças engraçadas em frente à televisão.
"Aqui há Gato" e "A Mala Cor de Rosa" depressa se tornaram familiares e decidimos então oferecer este pequeno presente à Rita. Em pleno domingo de Feira das Colheitas fomos num passeio calmo até à cidade do Porto onde nos aguardava uma tarde bem passada no Coliseu.
O espectáculo estava centrado nas crianças mas fui-me deixando levar. Uma sala a rebentar pelas costuras, som e luz combinados na perfeição e eu, de quando em vez, ficava a imaginar como seria representar a peça "D'Aqui fala o Morto" num ambiente assim. Delicioso, certamente.
Acabou por ser um concerto bastante engraçado e que me soube a "vingança" por não ter podido assistir ao concerto dos Fly na Feira das Colheitas pois à mesma hora estava ao serviço da Banda Musical de Arouca.
Na saída houve ainda tempo para vislumbrar o Pedro Abrunhosa entre a assistência enquanto ainda me ria com algumas das graçolas protagonizadas pelo "Papagaio Trapalhão".
A Rita gostou. Para mim e para a Odete isso basta.
Até amanhã.