P.I.D.E. (Panfleto Independente em Defesa do Estudante)


O nome começa por nos prender a atenção: P.I.D.E. (Panfleto Independente em Defesa do Estudante). Era este o primeiro número do jornal elaborado pela Associação de Estudantes da Escola Secundária de Arouca corria o ano lectivo de 1991/92. Das 4 edições previstas conservo comigo este primeiro número. Muito sinceramente (desculpem se estiver errado) julgo até que os três números seguintes nunca chegaram a sair com muita pena minha pois adorei os textos publicados e todo o teor cómico presente na esmagadora maioria das páginas. Aliás, o próprio título do jornal já deixava adivinhar isso...
Ao reler todas essas linhas que já têm 20 anos recordo com especial agrado o texto intitulado Crónicas de um bom malandro da responsabilidade do Fernando Miguel Pinho que, na altura, frequentava o 12.º A. Ainda hoje quase me desmancho a rir com a sua "dissertação" sobre o ácido desoxirribonucleico do camelo e o quanto isso pode estar mais próximo da qualidade da água dos escassos fontanários da nossa escola do que aquilo que poderíamos imaginar. Um texto soberbo e intemporal.
Depois, entre muitos outros destaques de filmes, discos e outras novidades da altura revejo com especial carinho a secção Quadras e outras Histórias por Vítor Manuel Almeida Fernandes (12.º C). Aqui transcrevo essas quadras na íntegra:

"Olá caros colegas
Que vão ter de me aturar
Durante os próximos meses
Até o jornal acabar

Espero que gostem
Desta parte do jornal
É a parte mais gira
É a parte comical

Semeei um pé de couve
E nasceu um pé de alface
Meu amor não me quer mais
Vou vender a minha bicicleta

As águas do rio vão altas
Vão fora dos alimitios
Os peixes sobem as árvores
E eu vou lá e papios

As ondas do mar ondulam
Ondulam que é termente
As primeiras trazem peixe
E as últimas principalmente

O coelho anda no monte
A lebre no carrascal
O coelho anda depressa
A lebre nem por isso

O mar é um jardim
Os peixes são as flores
Os pescadores são os jardineiros
E a minhoca é que se lixa

Os pinguins querem frio
Os camelos querem calor
O deserto tem areia
E o gelo é frio

Estou cheio de sono
Daqui a pouco vou dormir
Mas durante a minha vida
Nunca mais te vou esquecir

Fui à feira do pardali
P'ra comprari uma burra
Se não encontrar nenhuma
Volto para casa a pé

O vento quando sopra
Sopra fortemente
O primeiro é perigoso
E o outro de repente

Sou poeta
Sou herói
Não tenho dinheiro
Mas isso não inflói"

E era esta óptima recordação que hoje queria partilhar convosco. Deixo-vos com os nomes dos alunos que fizeram essa primeira edição do "P.I.D.E." (tal qual como estão escritos no jornal) a quem agradeço os enormes momentos de boa disposição proporcionados.

Miguel Ângelo Q. Brandão
Pedro Miguel Santos Silva
Fernando Miguel Pinho
Isilda Maria de Almeida Ferreira
Anselmo Filipe Oliveira
José Augusto Fontes Ferreira
Vítor Manuel Almeida Fernandes
Calisto Elói

Lembrando a secção "Micromania" da revista JND de Domingo




Quem, como eu, é amante de videojogos perceberá facilmente esta minha espécie de demência ao recordar frequentemente pormenores e momentos que podem parecer absurdos ao mais comum dos mortais. E, para esses, continuarão certamente a parecer absurdos pois não será minha intenção explicar o que quer que seja. Até porque se tornaria praticamente impossível. Mais não quero do que partilhar memórias que me são queridas e que ainda hoje me deixam num estado de "levitação" reconfortante. As lágrimas chegam e não param e, a verdade seja dita, eu nada faço para as deter. Pelo contrário. Procuro mais uma folha, uma foto, um relato e como que obrigo este imenso prazer a empurrar mais umas quantas lágrimas pelo canto do olho.
Iniciei-me nesta vida na década de 80 com o famoso ZX Spectrum mas foi com o Commodore Amiga 500 que atingi o auge no que toca a recordações e melhores momentos. De então para cá têm sido várias as consolas que chegam cá a casa mas apenas a PS3 me conseguiu trazer alguns momentos que se aproximaram um pouco de tudo o que o Commodore Amiga 500 me trouxe. E hoje queria apenas deixar aqui uma dessas muitas boas memórias...
Nos finais da década de 80 e início da de 90 o Jornal de Notícias de Domingo trazia uma revista: a JND Magazine. Lá dentro, todas as semanas, o João Cruz escrevia as linhas que davam vida à secção Micromania onde podíamos tomar conhecimento das novidades que chegavam para os computadores de 16 bits. Por isso as minhas manhãs de domingo eram mais agitadas. Começavam com a missa às 8h na igreja seguida do ensaio do grupo coral dos mais novos. No final, na companhia dos grandes amigos da altura, a viagem de regresso tinha passagem obrigatória pela loja da Barroca onde a Emilinha ou o Sr. Emídio me vendiam o jornal com o sorriso habitual. De lá até casa era aquela pressa nervosa de quem folheia o jornal de forma completamente descompassada e irregular até parar nas páginas de sonho.
Muitos foram os jogos que comprei seguindo as indicações que via no jornal. A maior parte deles foram boas escolhas no meio de meia dúzia de pequenas desilusões. Das páginas que hoje deixo nas fotos (tenho aqui muitas mais) saliento o Golden Axe, Speedball 2, Toki, Prince of Persia, Pre-Historik, Midnight Resistance, Kick Off 2, Rodland, Magic Pockets, Gods, Super Monaco GP, Chuck Rock, Mercs ou Lotus Esprit Turbo Challenge. Todos eles e muitos outros foram jogados na altura e ainda andam aqui por casa e me fazem companhia em algumas noites de retrogaming. Há ainda aqueles que por uma ou outra razão não consegui adquirir na altura e sempre me fui interrogando como seriam. Das fotos, Toyota Celica GT Rally, Combo Racer e Disc são três bons exemplos. Tenho colmatado essa enorme lacuna nestes últimos dias num dos meus Amigas aqui da casa. Mesmo com 20 anos de atraso ainda se conseguem bons momentos experimentando esses jogos "novos". Mas como teria sido ainda melhor se tudo tivesse acontecido há 20 anos atrás.
Agora desculpem mas vou jogar um bocadinho de Turrican e Jim Power, pode ser?
Grande abraço.

OITL - Organização Internacional de Tocadores Liberais





Corria o ano de 2006. A Escola Secundária Ferreira de Castro em Oliveira de Azeméis ajudava-me a dar os primeiros passos como professor de Matemática. Desse tempo tenho, ainda hoje, amigos para a vida. Ainda a semana passada estive com o Leandro em plena Feira das Colheitas a falar, entre outras coisas, também desses dias.
As tardes passadas com a Teresa e a Sónia são das coisas que mais tenho saudades. São amigas dotadas de uma simplicidade, companheirismo e boa-disposição muito difíceis de igualar. E isso terá ajudado a que nos déssemos tanto e tão bem mesmo quando o trabalho era muito e prometia ser aborrecido.
Para refrescar a memória acabo de ler um livro intitulado "3x4=D" que me trouxe episódios inigualáveis e que, confesso, alguns já estavam esquecidos. É natural, com o passar do tempo, esquecermo-nos das coisas. Das pessoas é que não...  E é incrível como algumas das palavras contidas no livro parecem "proféticas"...
Felizmente a minha relação com os outros professores também era excelente e a prová-lo está a minha participação num projecto a que decidimos chamar "OITL - Organização Internacional de Tocadores Liberais". Escolhemos meia dúzia de músicas e fizemos a actuação possível na Festa da Escola. Sempre disse que o melhor teria sido filmar os ensaios que o sucesso tinha sido maior mas também não estivemos muito mal assim... Eheheh! Como estou a recuperar algumas cassetes velhas tropecei no vídeo dessa actuação e decidi partilhá-lo convosco. Penso que os restantes intervenientes não se importam. Ora vejam lá se me descobrem. Aviso desde já que, ao contrário do que seria de esperar, não estou nas teclas...
Um grande abraço aos companheiros de palco que eram todos 5 estrelas.

Há dias que são mais dias que os outros porque os enchemos de paz e alegria




Foto 1: Ivo, Pedro, Belinha, Zé Mário, Nepinhas e Miguel (Eu)

Foto 2: Fátima (prima da Sara), Ivo, Sara, Pedro, Belinha, Miguel (Eu), Célia, Zé Mário, Elisabete, Clara e Fátima. Algures, escondidos lá mais atrás que quase nem dá para ver estão também o Tono e o Sérgio, óptimos companheiros nestas andanças.





Corria o ano de 1994. Era o Ano Internacional da Família. Depois de um primeiro Festival Diocesano realizado no Palácio de Cristal em 1985 e onde Arouca saiu vencedora com a célebre canção "Só o Amor constrói a paz" composta pela amiga Vira foi a vez dos jovens de Rossas serem mais uma vez postos à prova no ano de 1994. Com uma canção que surgiu mesmo em cima do tempo limite vinda da capacidade criadora da Sara lá conseguimos ir a tempo ao Festival Vicarial em Arouca onde por entre 10 canções acabámos por vencer ganhando dessa forma o direito a representar Arouca no Festival Diocesano no Palácio de Cristal.
Foram dias feitos do melhor que a vida tem para proporcionar. E eu tive a felicidade de poder presenciá-los. Muitos serão já os pormenores que me foram escapando com o passar dos anos mas outros há que teimam em ficar e ainda bem.
Podia falar, por exemplo, no engano inicial ainda no festival aqui em Arouca onde alguém falhou a primeira entrada e tive de improvisar até que alguém começasse a cantar. No final foi delicioso ouvir que "a entrada da canção era mesmo bonita"...
Podia ainda falar que foi nesta preparação para o Festival no Palácio de Cristal que conheci o meu amigo Ivo (então com apenas 13 aninhos) e que me lembro perfeitamente de ter ido para o ensaio geral com as baquetas numa caixinha a que resolvemos chamar de forma simpática de "velas da comunhão". Ai o que a gente se ria...
Jamais poderia esquecer a quantidade tremenda de jovens que foram propositadamente de Arouca para nos apoiar e os arrepios que isso proporcionou em plena actuação. Mesmo quando um dos microfones caiu e o Tono ainda lhe tentou pôr a mão. Lembras-te Rambo?
Houve ainda a famosa ida ao estúdio para gravarmos a "nossa" música, os elogios ao baterista e aquele jantar inesquecível no "Convívio" onde acabámos a noite a cantar...
O episódio mais caricato surgiu na manhã do próprio festival quando o autocarro que deveria transportar os intérpretes não apareceu e tivemos de apanhar boleia num outro autocarro destinado aos jovens do Burgo, creio eu... Lembro-me da enorme cavaqueira na viagem de regresso a cantar o "Fora da Bolsa" onde algumas das rimas ainda estão guardadas comigo para a eternidade.
Há ainda a doce lembrança daqueles que não aparecem nas fotos mas que foram o suporte maior de todos estes momentos. E aí destacam-se o amigo Padre Vilar, responsável num desses dias pela frase que dá o título a este post, e ainda a grande amiga Carla que ajudou a tornar todos esses momentos ainda melhores.
E tanto ainda haveria a dizer. Tanto. Mesmo tanto. Mas já não consigo...
Deixo-vos com algumas das 27 canções desse festival. Devem ser ouvidas com a mente focada no ano de 1994 relembrando a música que se ia fazendo por essa altura.
A "nossa" música é a número 4: "Amanhã, feliz eu sorrirei!".
A canção vencedora foi a número 8: "Da Família nasce a paz" e, já agora, a minha preferida é a número 12: "O Outro Lado".
Tenho ainda um carinho especial pela canção número 3: "Cruz Pequenina" que me faz lembrar segundos antes de entrar no palco num nervoso difícil de igualar onde estava também a belíssima intérprete de tal canção. Lembras-te Pedro?
O Ivo já tem falado várias vezes quando nos juntámos todos outra vez para um jantar. Atrevo-me a ir um pouco mais longe. Que tal um jantar e, no final, voltarmos a gravar a mesma música todos juntos?
Fica a sugestão.
Aquele abraço que nós sabemos.

Miguel

Nota: De facto, "há dias que são mais dias que os outros porque os enchemos de paz e alegria"...

Xana Toc Toc no Coliseu





Ontem o dia foi um bocadinho diferente.
Há muito que a Rita conhece a Xana Toc Toc. A televisão cá de casa está "infectada" com o Canal Panda pelo que foi apenas uma questão de tempo (muito pouco, diga-se) até que a Rita soubesse todas as músicas de cor e salteado fazendo até algumas danças engraçadas em frente à televisão.
"Aqui há Gato" e "A Mala Cor de Rosa" depressa se tornaram familiares e decidimos então oferecer este pequeno presente à Rita. Em pleno domingo de Feira das Colheitas fomos num passeio calmo até à cidade do Porto onde nos aguardava uma tarde bem passada no Coliseu.
O espectáculo estava centrado nas crianças mas fui-me deixando levar. Uma sala a rebentar pelas costuras, som e luz combinados na perfeição e eu, de quando em vez, ficava a imaginar como seria representar a peça "D'Aqui fala o Morto" num ambiente assim. Delicioso, certamente.
Acabou por ser um concerto bastante engraçado e que me soube a "vingança" por não ter podido assistir ao concerto dos Fly na Feira das Colheitas pois à mesma hora estava ao serviço da Banda Musical de Arouca.
Na saída houve ainda tempo para vislumbrar o Pedro Abrunhosa entre a assistência enquanto ainda me ria com algumas das graçolas protagonizadas pelo "Papagaio Trapalhão".
A Rita gostou. Para mim e para a Odete isso basta.
Até amanhã.

Porque hoje consegui um bocadinho de tempo para jogar "Rick Dangerous 2" entre outros clássicos...


Em 2009, algures na net, escrevi um texto sobre o "Rick Dangerous 2".
Hoje voltei a experimentá-lo no meu Commodore Amiga 500 e provei sensações que os anos, felizmente, ainda não conseguiram apagar em mim. Resolvi, por isso, partilhar convosco uma adaptação desse mesmo texto e que hoje, enquanto jogava, me pareceu tão actual. Até já.

Há quase 20 anos atrás, quando o meu Commodore Amiga 500 ainda espelhava de tão novo que era, o meu jogo preferido tinha um nome: Rick Dangerous 2. Entretanto muitas coisas mudaram... O Commodore Amiga saiu de moda, apareceram as megadrive, playstation, x-box ou wii mas, apesar de ter tudo isso aqui mesmo à mão, houve algo que se manteve: Rick Dangerous 2 continua a ser o meu jogo preferido de sempre. É, ainda, aquele que mais gosto de jogar. Mesmo já lhe conhecendo o fim. Várias vezes. Felizmente.
Claro que já não tenho 15 anos nem o tempo todo do mundo para ficar colado em frente ao Amiga dias a fio a jogar. (...) Resta a consolação do Amiga, embora não tão "luzidio", ainda ser o mesmo. E aquela magia, aquele não sei o quê que me parecia mostrar o céu a cada segundo, felizmente, ainda se mantém também. Faltas apenas tu. Tu e tempo. Não consigo jogar mais de meia hora seguida e, por vezes, é mesmo esse o tempo que disponho para usar durante uma semana inteira. Quando essa meia hora aparece, olho para o lado na esperança que a cadeira não esteja vazia e só depois (...) me perco naquelas milhentas "queridas" armadilhas, naqueles saltos impossíveis e que têm que obedecer a fracções de milésimos de segundo, aquelas balas e bombas que devo usar sabiamente pois são bem limitadas, etc, etc, etc... Vou-me rindo para o ecrã da tv à medida que vou relembrando a solução de alguns "puzzles" que, na altura, tanto tempo nos levaram a desvendar... E fico ali, perdido, a olhar para o sorriso sarcástico do nosso "Rick" com a sua capa a ondular e, quando dou por mim, estou a desejar que aquela meia hora não acabe nunca mais. (...)
Ainda me recordo da enorme alegria que senti da primeira vez que descobri que existia um 5.º nível, uma espécie de nível secreto, que só ficava disponível quando acabávamos os quatro primeiros níveis todos de enfiada. Foi das melhores coisas que me aconteceram no mundo dos videojogos.
Quase apetece perguntar: "What will Rick do next...?"

O Eduardo, o Nuno, o Simão Pedro, o Miguel Confiança e os jogos ZX Spectrum que mais me marcaram...


A minha iniciação no mundo dos videojogos deu-se, à semelhança de grande parte dos gamers, através do saudoso ZX Spectrum. O meu primeiro contacto com uma dessas relíquias foi em casa do meu grande amigo Eduardo que teve a amabilidade de me convidar num dos seus aniversários. Lembro-me de ter ficado encantado com tudo o que pude ver desfilar naquele ecrã mágico nessa já longínqua tarde dos anos 80.
Felizmente os meus pais haveriam de trazer lá para casa um "Zx Spectrum +3" já com drive para disquetes e foi essa a minha porta de entrada num dos caminhos mais maravilhosos que haveria de aparecer na minha vida.
É certo que a princípio jogava num minúsculo monitor onde apenas cabiam o preto, o branco e o verde mas o tremendo prazer proporcionado pelos jogos tornava tudo perfeito. Dessa altura guardo muitas das melhores memórias da minha infância. Algumas delas de forma tão pormenorizada que ainda hoje não consigo explicar como se conservaram assim até agora.
Lembro, por exemplo, o Eduardo que foi o meu primeiro companheiro nestas lides. Em sua casa joguei, entre outros, Target Renegade, Wec le Mans ou Paris Dakar. Talvez ele já não se lembre mas recordo com a tal nitidez invulgar um início de tarde onde estávamos na paragem da Barroca à espera do autocarro e ele, com o seu baralho de cartas, me ia ensinando a jogar ao Oito Americano. Enquanto isso falávamos de jogos e foi nesse dia que fiquei a saber que todos os domingos o Jornal de Notícias dispensava 2 páginas a falar de todas as novidades para o ZX Spectrum. Devo-te isso. Por isso te agradeço do fundo do coração por ainda hoje ter essas páginas que fui coleccionando e que agora tenho aqui ao meu lado enquanto escrevo estas linhas. E como elas conseguem tornar todas as minhas memórias muito mais nítidas...
Lembro ainda o meu primo Nuno de Paiva que foi aquele que mais aventuras partilhou comigo em frente ao Spectrum. Éramos como unha e carne. Foram muitas as semanas inteiras que ele dormia em minha casa para podermos jogar mais vezes e durante mais tempo. Juntos acabámos, por exemplo, Nomad ou Double Dragon e desesperávamos para conseguir avançar mais e mais em Beyond the Ice Palace. São tantas e tão boas as lembranças que trago de ti e do teu irmão. Ai que saudades...
Há ainda o primo Simão Pedro de Santa Eulália que também passou muitas das suas tardes em minha casa a jogar. Com ele recordo principalmente as infindáveis disputas através de Emilio Butragueño Futbol. Eram tardes inteiras a marcar golos. E foi a ele que dei toda a minha colecção de jogos quando mais tarde os meus pais resolveram comprar um Commodore Amiga 500 lá para casa. No entanto fica aqui registado que hoje possuo praticamente todos os jogos que tinha nessa altura e que para além disso ainda alarguei a minha colecção até às centenas de jogos...
Queria ainda registar os momentos passados com o Miguel "Confiança" já numa fase terminal do Spectrum com quem partilhei clássicos como Operation Wolf e Emlyn Hughes International Soccer.
Para reavivar algumas dessas boas memórias decidi trazer aqui hoje aqueles jogos que me marcaram de uma forma mais querida. É natural que tenha esquecido algum mas, raios... Já passaram tantos anos, não é?!!! Aqui ficam por ordem alfabética.
Um enorme abraço!













1943: Battle of Midway

Este foi o meu primeiro jogo em cassete. Comprado na Rua do Cativo no Porto. Era muito fácil mas ficou eternizado por ter sido o primeiro que comprei nesse formato.













 Beach Volley

Comprado na Rua de Santa Catarina no Porto. Ainda me lembro muito bem do tempo que passei até descobrir como é que se jogava. Mas depois o vício foi muito maior. Delicioso.













Beyond the Ice Palace

Este vinha com a minha segunda disquete. Um dos maiores vícios passados com o meu primo Nuno. Lembro que o máximo que consegui foi chegar ao início do terceiro nível. Não era um jogo nada fácil. É mesmo o primeiro jogo em que me recordo de soltar uma interminável quantidade de asneiras em frente ao monitor...













Continental Circus

Um jogo que associo ao meu primo Simão Pedro. Só isso é motivo mais do que suficiente para guardar para sempre...














Cosmic Wartoad

A minha primeira disquete de videojogos vinha equipada com o seguinte material: Gift from the Gods, Mailstrom, Nomad, Super Test 1 e 2  e Cosmic Wartoad. Isso faz com que tenham sido dos jogos mais jogados de sempre. Mesmo que este Cosmic Wartoad não seja um jogo que se destaque dos demais...
















Crazy Cars II

Comprado depois de ver a respectiva análise no Jornal de Notícias do mesmo jogo mas para... Atari ST. Como é óbvio depois fiquei um bocadinho desiludido. Mesmo assim foram muitos os Kms percorridos....















Cybernoid II

Este devo ao Eduardo que em tempos me emprestou uma cassete com 12 jogos. Muito bom mas estupidamente difícil. Felizmente vinha com a opção de vidas infinitas o que ajudava a limitar a frustração e a aumentar o prazer. Fica na memória o facto de ser muito difícil de terminar mesmo com o recurso à tal infinidade de vidas...














Desolator

Um jogo excelente. Fazia parte da minha segunda disquete e lembro-me da enorme alegria que senti quando consegui acabar todos os 5 níveis do jogo. Passava-se dentro de uma casa e a cada nível correspondia um andar. O sótão era de uma dificuldade respeitável mas ainda agora esboço um sorriso de satisfação cada vez que vejo o respectivo screenshot do jogo.















Double Dragon

Este foi terminado com o meu primo Nuno. Excelentes memórias. Como éramos muito novos não percebíamos nada de inglês pelo que no final não percebemos que tínhamos de lutar um contra o outro para ver quem ficava com a rapariga. Ao tentarmos descobrir o que teríamos de fazer, para infelicidade minha, caí num precipício e foi o Nuno o grande vencedor. Mais uma memória de ouro...














Elevator Action

Um jogo que me cativou sobretudo pelo grafismo. Não me perguntem porquê...















Emílio Butragueño Futbol

Um clássico. Horas e horas de puro prazer. Delicioso. Momentos inolvidáveis com o Nuno e o Simão Pedro. Ficam na memória os golos do meio da rua...














Emlyn Hughes International Soccer

Mais um clássico. Devo-o ao Miguel "Confiança", um amigo que não vejo desde essa altura. Um dos melhores jogos daquele tempo.















Fernandez Must Die

Com uma imagem de apresentação soberba o jogo acabou por ser uma pequena desilusão. Mas ainda conseguia cativar, sobretudo quando nos sentávamos ao volante de um poderoso jipe...














Gift from the Gods

O primeiro jogo que joguei no meu computador. Uma história de deuses que me fez passar horas e horas seguidas sem comer e dormir...















Gothik

Um dos melhores jogos que joguei no Spectrum. Incrível como uma máquina tão limitada consegue proporcionar um jogo desta qualidade.















Grand Prix Simulator

Numa altura em que o Nélson Piquet estava em alta o melhor que me podia acontecer era vestir-lhe a pele em Grand Prix Simulator. Fantástico.















Impossible Mission II

Um dos meus jogos preferidos de todos os tempos. Espectacular. Ainda hoje é aquele a que mais recorro através dos emuladores...














Last Ninja II

Lembro-me de conseguir acabar o primeiro nível graças às preciosas indicações que alguém escreveu no Jornal de Notícias de domingo. Às vezes apetecia voltar a viver tudo outra vez...














Microprose Soccer

Quando não havia lá em casa Butragueño e Emlyn Hughes foi este Microprose Soccer que me fez viver verdadeiras noites europeias...














Navy Moves

Ainda hoje tenho uma certa aversão à palavra "minas". A culpa é deste jogo...














Nomad

Fica na História por ter sido o primeiro jogo que consegui terminar. Lembro-me muito bem desse dia em que o consegui fazer com a preciosa colaboração do meu primo Nuno. Um excelente jogo onde não é nada fácil conseguir sobreviver com as 4 vidas que nos dão de início...














Operation Wolf

Uma das maiores desilusões que experimentei no tempo do Spectrum foi o facto deste Operation Wolf não funcionar em minha casa. Apenas consegui jogá-lo na casa do amigo Miguel "Confiança" um par de vezes. Soube a pouco. Sobretudo por ser um clássico que eu adorava dos salões de máquinas arcade.















Paris Dakar

Um dos meus jogos favoritos. Muito, mas mesmo muito bom. É o exemplo perfeito da época áurea das software houses espanholas.














Pinball Simulator

Este é o jogo que mais me faz lembrar o meu primo Nuno de quem tenho muitas saudades, sobretudo das nossas brincadeiras com bonecos em intermináveis lutas de cowboys contra índios. Delicioso.














Snoball in Hell

Um clone de Arkanoid que ocupou boa parte do meu tempo.















Sol Negro

Na altura era um jogo muito popular. Graças ao Eduardo consegui jogá-lo por uns tempos lá em casa. Mas também me lembro das minhas tentativas para progredir no jogo não serem muito bem sucedidas...















Super Test 1 e 2

Dois jogos que estavam incluídos na primeira disquete que tive. Em plenas olimpíadas podíamos participar em tiro ao alvo, ciclismo, saltos para a água, jogo da corda, remo, penalties ou até saltos de esqui. Creio não estar enganado ao afirmar que terão sido os jogos onde passei mais tempo. Muito tempo. Praticamente todo o meu tempo. E agradeço cada segundo em que o fiz.















Target: Renegade

Aquele que é considerado por muitos como o melhor jogo para ZX Spectrum chegou tarde a minha casa. Quando o obtive não demorou muito a que chegasse um Commodore Amiga 500 lá a casa pelo que nunca pude desfrutar completamente de tudo o que este jogo tinha para oferecer. Resta a consolação de passados todos estes anos eu possuir um exemplar original desta preciosidade. Belo, não?!!!















Wec le Mans

Este, para além de ser um óptimo jogo, faz-me lembrar a casa do Eduardo. E isso basta.



Resta deixar a anotação de que faltam aqui imensos clássicos. Não constam da lista porque nunca os experimentei. Aqui apenas entraram alguns dos melhores jogos que tive a oportunidade de jogar naquela altura de ouro da minha vida. É natural que tenha esquecido algum mas não é por isso que deixa de ser uma lista de respeito.
Um enorme abraço e até um dia destes.