Retalhos de uma tarde a fazer o Presépio... (1 de Dezembro)







O ZX Spectrum e eu

* Foto dos jogos para ZX Spectrum que felizmente ainda possuo...

O meu primeiro contacto com um Spectrum foi em casa do meu amigo Eduardo há muitos anos atrás. Andava eu ainda na escola primária quando por altura do seu aniversário o Eduardo me convidou para uma tarde bem passada em casa dele. É certo que era ainda aquele Spectrum com o teclado "chiclete" como haveria de ficar conhecido, mas não foram precisos mais do que os primeiros 30 segundos para me conquistar por completo.
Os jogos, como facilmente se depreende da imagem que hoje deixo, eram ainda naquelas cassetes áudio e demoravam uma "eternidade" a entrar. Isto quando entravam. Era uma espécie de ritual pelo qual tínhamos que passar para depois podermos jogar horas a fio. Quem não se lembra do fantástico truque da chave de fendas a apertar e a desapertar um parafuso milagroso no gravador para conseguir que alguns jogos entrassem?
Corria o ano de 1988 quando o Spectrum chegou finalmente lá a casa. Era um "ZX Spectrum +3" e vinha já com uma drive de disquetes toda catita o que fazia com que os jogos entrassem de forma mais fiável e muito, mas mesmo muito mais rápida. Tinha a vantagem de trazer vários jogos dentro de uma mesma disquete mas tinha o enorme senão de não ter qualquer amigo com quem trocar esses mesmos jogos pois era um processo menos económico. Praticamente toda a malta usava as cassetes áudio pelo que não demorou muito a conseguir convencer os meus pais a comprar o precioso cabo que permitia fazer a ligação do microcomputador a um gravador normal. Lembro-me perfeitamente da casa minúscula em plena cidade do Porto onde fiz tão importante compra. E recordo ainda com uma maior nitidez a cara da minha mãe quando me disse que poderia também escolher um jogo para trazer. A escolha, bem ou mal, acabaria por ser o shooter "1943" e que, apesar de não ser uma conversão muito bem conseguida, ganhou dessa forma o seu lugar na História.
Falar de Spectrum é falar também de dois primos meus, companheiros de aventura, e que guardo num cantinho muito especial no mais íntimo de mim: o Nuno e o Simão Pedro.
O Nuno morava em Paiva mas ficava em minha casa muitos fins-de-semana inteirinhos a brincar, sobretudo com bonecos a fazer guerras de índios contra cowboys. Claro que com a aquisição do Spectrum todas as outras brincadeiras praticamente "acabaram" a partir daí. Era todo o tempo sentado em frente àquele monitor que apenas conhecia 3 cores: verde, branco e preto. Lembro-me muito bem de acabarmos jogos como NOMAD, Double Dragon ou das milhentas horas passadas a jogar Last Ninja 2, Pinball Simulator, Continental Circus, Super-Test 1 e 2, Paris-Dakar e Emílio Butragueño. Tempos que me marcaram de tal forma que ainda hoje é muito difícil falar deles sem me emocionar um bocadinho.
Lembro-me ainda como se tivesse sido há apenas alguns segundos atrás duma noite em que estávamos sentados à lareira na minúscula cozinha da minha primeira casa e de recebermos a visita dos meus tios de Santa Eulália. O Natal estava próximo e eu bem ouvi o meu tio Ilídio dizer à minha mãe que o Pai-Natal ia trazer um "ZX Spetrum +2" para o meu primo Simão Pedro. Sei que nessa noite não me cansava de repetir à minha mãe: "O Pedro é que vai ficar contente".
Com ele recordo sobretudo o jogo "Emílio Butragueño" que era realmente um vício mas sei que ainda hoje ele nutre um carinho muito especial por um tal de "Habilit" que eu também visito de vez em quando através de um precioso emulador aqui no pc.
Dos jogos que mais me marcaram embora apenas tenha lembranças jogadas "a solo" foram, sem dúvida "Impossible Mission II" e "Target Renegade".
Depois há ainda os tempos finais de Spectrum numa altura em que ganhei um novo vizinho vindo do Porto e que chamávamos "Miguel Confiança". Um bom amigo, sem dúvida, e que tinha resmas de jogos para o Spectrum. Foi através dele que tive oportunidade de experimentar os excelentes "Emlyn Hughes International Soccer" e "Snoball in Hell". Que saudades...
Depois, felizmente, os meus pais haveriam de comprar um Commodore Amiga 500 (um dos acontecimentos mais marcantes na minha vida) e o Spectrum encostou às boxes. Como as diferenças para o Amiga eram avassaladoras acabei por dar todo o meu arquivo de jogos do Spectrum ao meu primo Simão Pedro que tão bem o soube aproveitar.
E depois? Acabou?
Não. Não acabou. Depois veio a Internet e a possibilidade de revivermos muito daquilo que foi o nosso passado. Embora não seja a mesma coisa, através de um simples emulador consigo jogar qualquer jogo lançado para tão maravilhosa máquina. Principalmente aqueles que não tive possibilidade de experimentar na altura pois os meus pais não eram de gastar muito dinheiro nessas coisas...
Além disso, através do conhecido site "miau" adquiri 2 Spectrums "chiclete" e 1 "ZX Spectrum +2" a funcionar na perfeição. Tudo para juntar ao meu "ZX Spectrum +3" que ainda possuo e que ainda funciona. Apesar de ter oferecido todos os meus jogos na altura, adquiri no mesmo site cerca de duas centenas deles pelo que consegui recuperar uma boa parte dos grandes êxitos que tinha na colecção da altura. Fica a mágoa de não ter conseguido recuperar o Double Dragon, o Cybernoid 2 e o Impossible Mission mas, não se pode ter tudo...
Descobri recentemente que é possível jogar todos os jogos que se queira no mesmo "ZX Spectrum +2" de então com os arquivos num leitor de mp3 usando uma daquelas cassetes adaptadoras que se compram nas lojas dos chineses. Escusado será dizer que já tenho essa artimanha toda aqui em casa. Ainda dá um pequeno erro aquando do carregamento dos jogos mas nada que um bocadinho de tempo, paciência e uma chave de fendas não resolvam.
Um grande abraço, sobretudo aos amigos e primos aqui mencionados e continuação de muitos e bons jogos.

Miguel

P.S. Já alguns amigos que fui conhecendo entretanto me prometeram oferecer umas cassetes de Spectrum que tinham para lá perdidas algures no sótão das respectivas casas. Pois muito bem. Apenas para lembrar que o Natal está à porta e eu não me importava nada de receber uma prendinha tão simpática...


Aonde é que pára a polícia?

Leslie Nielsen deixou-nos. E ao partir deixou ficar uma sensação estranha de vazio como se acabasse de partir um cúmplice de boa parte dos momentos mais queridos da minha adolescência.
Lembro-me das minhas visitas diárias ao clube de vídeo acompanhado pelo Pedro onde foram tantas as vezes em que ficávamos com a cassete do "Aonde é que pára a polícia?" na mão a relembrar todas as peripécias com que nos fazias rir na película. Foi precisamente por sugestão do Pedro que alugámos esse mesmo filme para vermos num sábado à noite em casa da Sara. E como era bem diferente (para melhor) das comédias que estávamos habituados a ver na altura. Lembro-me que nessa noite para além da "seita" habitual também o Luís do Selmo foi connosco e adormeceu a meio!!! E como nós no final não nos cansávamos de dizer: "como é possível ter adormecido num filme destes"... Ri-me até não poder mais. E como tenho saudades de o fazer contigo...
Haveríamos de ver o segundo filme mais ou menos da mesma forma e como eu recordo com carinho aquele dia em que o Tono a conversar, por tudo e por nada dizia: "Vi uma cena parecida com essa no Aonde é que pára a polícia 2 1/2". O que nós o gozávamos depois disso...
Hoje este tipo de humor está presente em inúmeros filmes mas, na altura, era ainda um caminho a desbravar. De tal forma que quando saiu o terceiro capítulo fui vê-lo ao Porto, propositadamente, com o Zé Mário e com o Pedro. Metemo-nos no autocarro da Calçada e lá fomos nós até ao extinto cinema Charlot na Boavista. Lembro-me de nos desmancharmos a rir com aquela introdução onde apareciam os "carteiros descontentes" numa paródia ao filme "Os Intocáveis". Momentos mesmo muito bons e que me saltam sempre na memória quando olho para os dias que fizeram a minha adolescência. E eu tenho saudades...
No cinema acabaria ainda por ver "Drácula: morto mas contente" e "Mr Magoo" embora já numa altura em que este tipo de filmes entrava num período de saturação... No entanto o Drácula tem o sabor especial de me recordar o primeiro dia em que me sentei ao lado da Odete numa sala de cinema. E isso não tem preço... (Obrigado Pedro).
Mais tarde já com as potencialidades que a internet proporciona acabei por trazer cá para casa a saga "Aeroplano" onde, embora de forma mais solitária, me ri a valer.
Resta-me agradecer-te por hoje, sobretudo no papel de "Frank Drebin", me teres trazido de volta o Zé Mário, a Sara, a Célia, o Pedro, o Tono, o Sérgio, o Carlos, o Luís, o Paulo das Silveiras, sei lá... Todos esses que me fazem lembrar os dias solarengos sentados no muro da velha escola primária.
Obrigado.

Gran Turismo 5

No dia 24 de Novembro, exactamente 19 anos após a morte de Freddie Mercury, chegou às lojas o tão aguardado Gran Turismo 5 (eu sei que não há qualquer tipo de ligação mas apeteceu-me...).
Quando joguei o meu primeiro jogos de carros foi numa daquelas pequenas máquinas pequeninas muito na moda quando eu andava no ciclo e que se compravam na "Amelinha". Lembro-me de ter andado vários dias ao redor da minha mãe até que chegou o dia em que finalmente ela me deu os 1150$00 para poder comprar esse pequeno brinquedo. O jogo era simples: guiávamos um pequeno carro numa estrada com 3 faixas e tínhamos apenas de nos desviar do veículos que apareciam em contra-mão. Foram muitas as horas passadas a bater o record da máquina vezes sem conta. Os tempos foram evoluindo e os jogos de corridas foram-me acompanhando nas diferentes máquinas que fui adquirindo ao longo destes anos.
Aquele que mais me surpreendeu foi ainda no Commodore Amiga no início da década de 90: Lotus Esprit Turbo Challenge. Era, sem dúvida, um jogo muito avançado para a altura e é aquele ao qual ainda recorro nas minhas noites solitárias de retrogaming, também pelas boas lembranças que me traz. Mas houve também Grand Prix Simulator, Continental Circus, Out Run, Daytona Usa, Nigel Mansell Grand Prix, Vroom...
Desde então a Indústria dos videojogos mudou muito. Infelizmente chegámos a uma altura em que muitos dos jogos de corridas mais não são do que mudar as cores dos carros das versões dos anos anteriores. É uma forma que as "Software Houses" encontraram para meter a mão no bolso dos consumidores. Felizmente tenho-me mantido longe dessa onda...
Mas há ainda aqueles que resolvem investir um pouco mais na qualidade e que não lançam jogos a uma cadência anual. É o que acontece com a saga Gran Turismo. E assim vale sempre a pena experimentar quando surge um capítulo novo. Porque há sempre algo realmente "novo" muito para além das cores dos carros.
Confesso que ainda não experimentei este quinto capítulo mas estou com uma vontade enorme de o fazer. Faz-me falta o barulho dos motores, a busca da perfeição, o não poder falhar pois qualquer deslize deixa toda a nossa prestação por terra. E eu sinto falta...
De todos os capítulos anteriores, aquele que mais joguei foi o segundo ainda na ps1. Nessa altura o meu amigo Tozé partilhava o quarto comigo enquanto estudávamos no Porto e então foram muitas as noitadas a jogar GT2 em busca dos melhores tempos. Ainda hoje nos meus cartões de memória há "records" com o nome do Tozé que ainda não consegui superar. E ainda bem. Ajudam a ter presente esses tempos tão bons. De facto os jogos, quando partilhados, atingem uma dimensão de tal ordem que é praticamente impossível fazer qualquer comparação com as investidas "a solo", embora estas também sejam muito gratificantes.
Talvez seja desta que me decida a comprar a ps3 para poder passar este final de ano a acelerar compulsivamente. Até porque estou sem carta de condução até 15 de Fevereiro...
Um grande abraço. Até breve.

Miguel

P.S. Post sobre os meus tempos de ZX Spectrum a sair brevemente.

A propósito da banda desenhada no Facebook e o processo de escolha da minha "figura de perfil"...

Durante alguns dias o facebook foi invadido por uma enorme quantidade de figuras da banda desenhada e da animação que ajudaram (e de que maneira!!!) a tornar mais felizes os dias da minha infância. A princípio confesso que me provocou uma certa confusão mas depois acabei por entranhar e quando dei conta vi-me envolvido num mar de recordações que ajudou a tornar as noites da última semana bem mais serenas.
Foi então que iniciei o processo de escolha da figura que me haveria de me representar no facebook por alguns dias. A maioria das escolhas passava pelas personagens mais emblemáticas . Felizmente soube perceber que a beleza da iniciativa estava precisamente nas outras, nas que estão mais perdidas no tempo e na memória. É certo que se tivesse que escolher o meu "boneco" preferido a escolha só poderia ser uma: Dartacão. Depois havia ainda a escolha óbvia para ser a minha imagem de perfil: o "Cebolinha" das histórias aos quadradinhos e que viria a ser responsável pela alcunha que um dia me deram na Banda Musical de Arouca. Resolvi não escolher nenhum dos dois. O processo de escolha acabou por se tornar bem mais demorado do que alguma vez imaginei. Mas muito mais gratificante também. Pensava nos inúmeros livros de banda desenhada que ainda guardo aqui por casa e apetecia escolher todos: Donald, Mickey, Tio Patinhas, Patacôncio, Gastão, Pateta, Mancha Negra, Maga Li, Irmãos Metralha, Zé Carioca, Agente Zero e muitos outros sempre fizeram parte da minha vida desde tenra idade. Mas cedo abandonei essas escolhas por ainda estarem muito presentes na minha memória.
Depois foi pensar nas horas da minha infância passadas em frente à televisão. Dartacão, Conan, Estrunfes, He-Man, Pantera cor-de-rosa e Sport Billy estavam entre os preferidos. Mas foi bom fazer um exercício de memória e voltar a recordar Era uma vez o Espaço, Tom Sawyer, o Bocas, Sítio do Pica-Pau Amarelo, o Cão Vagabundo, Calimero, Misha, Balão Mágico, Popeye, sei lá...
E como eu gostei de saborear as boas lembranças que me trouxeste através do facebook.
A Belinha trouxe-me o Bell e Sebastião (que já estava completamente esquecido), o Tozé (só podia ser mesmo ele) trouxe o Homem Automático e o Franklin fechou com chave de ouro ao recordar o grande Vasco Granja que me trazia os melhores momentos da minha infância com o seu programa "Animação". E foram sobretudo estas últimas contribuições que me fizeram recordar um pequeno pormenor que se passava nessa altura. Nas férias grandes, de segunda a sexta-feira, ao início da tarde, passava sempre um episódio de desenhos animados. E tinham dia marcado e tudo... E eu lembro-me de ver acompanhado do meu irmão. E isso é uma lembrança que vale ouro!!! Tínhamos o Homem-Pássaro, Godzilla, Scooby doo, entre outros. E foi um desses outros que escolhi para ser a minha imagem durante uma semana. Por representar esses tempos tão bons onde no fim do almoço ficava com o meu irmão em frente à televisão para depois irmos para o recinto da escola primária jogar bola praticamente toda a tarde. Ora digam lá que não é uma memória valiosíssima?!!!
E por hoje fico por aqui senão desato já a chorar...
Só mesmo eu para dar toda esta interpretação a uma simples brincadeira de mudança de imagem no facebook. Mas, como repararam, para mim resultou em pleno...
Um grande abraço a todos e obrigado pelas boas recordações.

Miguel

P.S. - Quase me esquecia... A minha personagem? "The Plastic Man", claro está... Passava todas as sextas às 14h no período de férias =D

Roxette - Tourism


Como sabes, quando se trata de falar da minha música favorita, não posso falar sem usar o nome dos Queen. Sempre assim foi e sempre assim será. Depois há ainda uma meia dúzia de nomes que também costumo acrescentar e que já me proporcionaram infinitas horas de puro prazer musical: Aerosmith, Bryan Adams, Dire Straits ou Bee Gees serão os exemplos mais óbvios. Sinto que hoje é tempo de tentar reparar uma pequena injustiça que venho cometendo ao longo dos tempos. E isso tem a ver com o facto de ter deixado sempre de lado o nome dos Roxette. Talvez pela sua música ser um pouco mais "comercial" ou, se calhar, apenas mesmo por esquecimento. O que é certo é que também me acompanham em inúmeras noites solitárias fazendo-me companhia juntamente com o avançar das horas. E é justo dizê-lo.
Esta semana tenho andado de mãos dadas com este "Tourism" e saboreado momentos gravados no "melhor de mim" algures numa pasta dentro do meu cérebro a que chamei apenas "1993". Na altura ouvia este cd com o volume muito próximo do máximo e deixava-me levar. E não havia prazos, deveres, obrigações, preocupações, tarefas, sei lá... Era só deixar-me perder no tempo e mais nada. E vem desde essa altura aquela tendência para fugir um pouco dos caminhos mais comuns... "How do you do", "It must have been love", "The look" ou "Joyride" eram as mais célebres mas o que eu adorava mesmo era ficar perdido no tempo a ouvir "Never is a long time" ou "So far away". E foi isso que me fez comprar o cd alguns anos mais tarde pois o daquela altura era emprestado. Entretanto os anos foram passando e a internet, felizmente, tem o dom de nos abrir frequentemente as portas do passado. E foi assim que consegui o songbook desse álbum que podes ver na foto que te deixo. E tenho-me entretido assim. A ver partituras e a transportar para as minhas mãos memórias de um tempo em que mesmo não tendo nada, tinha tudo. E parece-me uma forma bonita de passar o dia...

Uma boa forma de dizer adeus...



Falar dos Scorpions é fazer-me regressar a momentos da minha vida que nunca poderia trocar por quaisquer outros. As primeiras lembranças são de um Klaus Meine pintado a azul e com o cabelo vermelho no inesquecível videoclip de "Still Loving You". Isto quando o programa musical semanal que passava na tv ainda se chamava "Top Disco" num tempo em que a minha irmã Cristina não perdia um único programa. E falar de Scorpions é falar das suas poderosas baladas: Holiday, Always Somewhere ou Wind of Change estão entre as preferidas e transportam-me para junto de amigos de sempre como o Pedro e o Tono. Depois há ainda You and I, por exemplo, que me volta a colocar no ano em que comecei a namorar com a Odete. E muito haveria ainda a dizer: A Moment in a Million Years, Moment of Glory, sei lá...
Já tive oportunidade de escrever neste mesmo blogue sobre aquele que será o último álbum de originais da banda e que saiu este ano. Hoje, porque o dia também foi feito de memórias de bons velhos tempos, deixo-vos com este "The best is yet to come" que faz parte desse mesmo álbum de despedida. Ora digam lá se não é uma óptima forma de dizer adeus...
Até sempre.

Diego Armando Maradona

Diego Armando Maradona faz hoje 50 anos.
Aproveito a data para trazer à minha memória jogadas, fintas e golos que pude ver com os meus olhos e que nunca vi outro qualquer jogador fazer igual. É como se houvesse uma espécie de cerca onde excelentes jogadores conseguiram chegar mas apenas 'El Pibe' foi capaz de transpor. É a ele que devo o facto de, ainda hoje, o Mundial do México em 1986 ser aquele que recordo com mais saudade. Eu tinha apenas 10 anos na altura e ficava completamente hipnotizado em frente à televisão a ver todos aqueles lances geniais.
Lembro-me ainda da fantástica equipa do Nápoles na década de 80 que Maradona tão bem sabia comandar. Ainda hoje os únicos 2 campeonatos ganhos pela equipa napolitana são aqueles que Maradona ajudou a conquistar...
Muito se pode dizer de condenável sobre Maradona fora dos relvados. É um facto indesmentível. Mas aprendi desde muito cedo a admirar o futebol praticado dentro das quatro linhas (não deveria haver outro) e aí, nunca os meus olhos viram alguém que chegasse perto daquilo que Maradona fazia.
Feliz cumpleaños...

Cartoolices 015


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Um abraço.

Cartoolices 014


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Um abraço.