Gran Turismo 5

No dia 24 de Novembro, exactamente 19 anos após a morte de Freddie Mercury, chegou às lojas o tão aguardado Gran Turismo 5 (eu sei que não há qualquer tipo de ligação mas apeteceu-me...).
Quando joguei o meu primeiro jogos de carros foi numa daquelas pequenas máquinas pequeninas muito na moda quando eu andava no ciclo e que se compravam na "Amelinha". Lembro-me de ter andado vários dias ao redor da minha mãe até que chegou o dia em que finalmente ela me deu os 1150$00 para poder comprar esse pequeno brinquedo. O jogo era simples: guiávamos um pequeno carro numa estrada com 3 faixas e tínhamos apenas de nos desviar do veículos que apareciam em contra-mão. Foram muitas as horas passadas a bater o record da máquina vezes sem conta. Os tempos foram evoluindo e os jogos de corridas foram-me acompanhando nas diferentes máquinas que fui adquirindo ao longo destes anos.
Aquele que mais me surpreendeu foi ainda no Commodore Amiga no início da década de 90: Lotus Esprit Turbo Challenge. Era, sem dúvida, um jogo muito avançado para a altura e é aquele ao qual ainda recorro nas minhas noites solitárias de retrogaming, também pelas boas lembranças que me traz. Mas houve também Grand Prix Simulator, Continental Circus, Out Run, Daytona Usa, Nigel Mansell Grand Prix, Vroom...
Desde então a Indústria dos videojogos mudou muito. Infelizmente chegámos a uma altura em que muitos dos jogos de corridas mais não são do que mudar as cores dos carros das versões dos anos anteriores. É uma forma que as "Software Houses" encontraram para meter a mão no bolso dos consumidores. Felizmente tenho-me mantido longe dessa onda...
Mas há ainda aqueles que resolvem investir um pouco mais na qualidade e que não lançam jogos a uma cadência anual. É o que acontece com a saga Gran Turismo. E assim vale sempre a pena experimentar quando surge um capítulo novo. Porque há sempre algo realmente "novo" muito para além das cores dos carros.
Confesso que ainda não experimentei este quinto capítulo mas estou com uma vontade enorme de o fazer. Faz-me falta o barulho dos motores, a busca da perfeição, o não poder falhar pois qualquer deslize deixa toda a nossa prestação por terra. E eu sinto falta...
De todos os capítulos anteriores, aquele que mais joguei foi o segundo ainda na ps1. Nessa altura o meu amigo Tozé partilhava o quarto comigo enquanto estudávamos no Porto e então foram muitas as noitadas a jogar GT2 em busca dos melhores tempos. Ainda hoje nos meus cartões de memória há "records" com o nome do Tozé que ainda não consegui superar. E ainda bem. Ajudam a ter presente esses tempos tão bons. De facto os jogos, quando partilhados, atingem uma dimensão de tal ordem que é praticamente impossível fazer qualquer comparação com as investidas "a solo", embora estas também sejam muito gratificantes.
Talvez seja desta que me decida a comprar a ps3 para poder passar este final de ano a acelerar compulsivamente. Até porque estou sem carta de condução até 15 de Fevereiro...
Um grande abraço. Até breve.

Miguel

P.S. Post sobre os meus tempos de ZX Spectrum a sair brevemente.

A propósito da banda desenhada no Facebook e o processo de escolha da minha "figura de perfil"...

Durante alguns dias o facebook foi invadido por uma enorme quantidade de figuras da banda desenhada e da animação que ajudaram (e de que maneira!!!) a tornar mais felizes os dias da minha infância. A princípio confesso que me provocou uma certa confusão mas depois acabei por entranhar e quando dei conta vi-me envolvido num mar de recordações que ajudou a tornar as noites da última semana bem mais serenas.
Foi então que iniciei o processo de escolha da figura que me haveria de me representar no facebook por alguns dias. A maioria das escolhas passava pelas personagens mais emblemáticas . Felizmente soube perceber que a beleza da iniciativa estava precisamente nas outras, nas que estão mais perdidas no tempo e na memória. É certo que se tivesse que escolher o meu "boneco" preferido a escolha só poderia ser uma: Dartacão. Depois havia ainda a escolha óbvia para ser a minha imagem de perfil: o "Cebolinha" das histórias aos quadradinhos e que viria a ser responsável pela alcunha que um dia me deram na Banda Musical de Arouca. Resolvi não escolher nenhum dos dois. O processo de escolha acabou por se tornar bem mais demorado do que alguma vez imaginei. Mas muito mais gratificante também. Pensava nos inúmeros livros de banda desenhada que ainda guardo aqui por casa e apetecia escolher todos: Donald, Mickey, Tio Patinhas, Patacôncio, Gastão, Pateta, Mancha Negra, Maga Li, Irmãos Metralha, Zé Carioca, Agente Zero e muitos outros sempre fizeram parte da minha vida desde tenra idade. Mas cedo abandonei essas escolhas por ainda estarem muito presentes na minha memória.
Depois foi pensar nas horas da minha infância passadas em frente à televisão. Dartacão, Conan, Estrunfes, He-Man, Pantera cor-de-rosa e Sport Billy estavam entre os preferidos. Mas foi bom fazer um exercício de memória e voltar a recordar Era uma vez o Espaço, Tom Sawyer, o Bocas, Sítio do Pica-Pau Amarelo, o Cão Vagabundo, Calimero, Misha, Balão Mágico, Popeye, sei lá...
E como eu gostei de saborear as boas lembranças que me trouxeste através do facebook.
A Belinha trouxe-me o Bell e Sebastião (que já estava completamente esquecido), o Tozé (só podia ser mesmo ele) trouxe o Homem Automático e o Franklin fechou com chave de ouro ao recordar o grande Vasco Granja que me trazia os melhores momentos da minha infância com o seu programa "Animação". E foram sobretudo estas últimas contribuições que me fizeram recordar um pequeno pormenor que se passava nessa altura. Nas férias grandes, de segunda a sexta-feira, ao início da tarde, passava sempre um episódio de desenhos animados. E tinham dia marcado e tudo... E eu lembro-me de ver acompanhado do meu irmão. E isso é uma lembrança que vale ouro!!! Tínhamos o Homem-Pássaro, Godzilla, Scooby doo, entre outros. E foi um desses outros que escolhi para ser a minha imagem durante uma semana. Por representar esses tempos tão bons onde no fim do almoço ficava com o meu irmão em frente à televisão para depois irmos para o recinto da escola primária jogar bola praticamente toda a tarde. Ora digam lá que não é uma memória valiosíssima?!!!
E por hoje fico por aqui senão desato já a chorar...
Só mesmo eu para dar toda esta interpretação a uma simples brincadeira de mudança de imagem no facebook. Mas, como repararam, para mim resultou em pleno...
Um grande abraço a todos e obrigado pelas boas recordações.

Miguel

P.S. - Quase me esquecia... A minha personagem? "The Plastic Man", claro está... Passava todas as sextas às 14h no período de férias =D

Roxette - Tourism


Como sabes, quando se trata de falar da minha música favorita, não posso falar sem usar o nome dos Queen. Sempre assim foi e sempre assim será. Depois há ainda uma meia dúzia de nomes que também costumo acrescentar e que já me proporcionaram infinitas horas de puro prazer musical: Aerosmith, Bryan Adams, Dire Straits ou Bee Gees serão os exemplos mais óbvios. Sinto que hoje é tempo de tentar reparar uma pequena injustiça que venho cometendo ao longo dos tempos. E isso tem a ver com o facto de ter deixado sempre de lado o nome dos Roxette. Talvez pela sua música ser um pouco mais "comercial" ou, se calhar, apenas mesmo por esquecimento. O que é certo é que também me acompanham em inúmeras noites solitárias fazendo-me companhia juntamente com o avançar das horas. E é justo dizê-lo.
Esta semana tenho andado de mãos dadas com este "Tourism" e saboreado momentos gravados no "melhor de mim" algures numa pasta dentro do meu cérebro a que chamei apenas "1993". Na altura ouvia este cd com o volume muito próximo do máximo e deixava-me levar. E não havia prazos, deveres, obrigações, preocupações, tarefas, sei lá... Era só deixar-me perder no tempo e mais nada. E vem desde essa altura aquela tendência para fugir um pouco dos caminhos mais comuns... "How do you do", "It must have been love", "The look" ou "Joyride" eram as mais célebres mas o que eu adorava mesmo era ficar perdido no tempo a ouvir "Never is a long time" ou "So far away". E foi isso que me fez comprar o cd alguns anos mais tarde pois o daquela altura era emprestado. Entretanto os anos foram passando e a internet, felizmente, tem o dom de nos abrir frequentemente as portas do passado. E foi assim que consegui o songbook desse álbum que podes ver na foto que te deixo. E tenho-me entretido assim. A ver partituras e a transportar para as minhas mãos memórias de um tempo em que mesmo não tendo nada, tinha tudo. E parece-me uma forma bonita de passar o dia...

Uma boa forma de dizer adeus...



Falar dos Scorpions é fazer-me regressar a momentos da minha vida que nunca poderia trocar por quaisquer outros. As primeiras lembranças são de um Klaus Meine pintado a azul e com o cabelo vermelho no inesquecível videoclip de "Still Loving You". Isto quando o programa musical semanal que passava na tv ainda se chamava "Top Disco" num tempo em que a minha irmã Cristina não perdia um único programa. E falar de Scorpions é falar das suas poderosas baladas: Holiday, Always Somewhere ou Wind of Change estão entre as preferidas e transportam-me para junto de amigos de sempre como o Pedro e o Tono. Depois há ainda You and I, por exemplo, que me volta a colocar no ano em que comecei a namorar com a Odete. E muito haveria ainda a dizer: A Moment in a Million Years, Moment of Glory, sei lá...
Já tive oportunidade de escrever neste mesmo blogue sobre aquele que será o último álbum de originais da banda e que saiu este ano. Hoje, porque o dia também foi feito de memórias de bons velhos tempos, deixo-vos com este "The best is yet to come" que faz parte desse mesmo álbum de despedida. Ora digam lá se não é uma óptima forma de dizer adeus...
Até sempre.

Diego Armando Maradona

Diego Armando Maradona faz hoje 50 anos.
Aproveito a data para trazer à minha memória jogadas, fintas e golos que pude ver com os meus olhos e que nunca vi outro qualquer jogador fazer igual. É como se houvesse uma espécie de cerca onde excelentes jogadores conseguiram chegar mas apenas 'El Pibe' foi capaz de transpor. É a ele que devo o facto de, ainda hoje, o Mundial do México em 1986 ser aquele que recordo com mais saudade. Eu tinha apenas 10 anos na altura e ficava completamente hipnotizado em frente à televisão a ver todos aqueles lances geniais.
Lembro-me ainda da fantástica equipa do Nápoles na década de 80 que Maradona tão bem sabia comandar. Ainda hoje os únicos 2 campeonatos ganhos pela equipa napolitana são aqueles que Maradona ajudou a conquistar...
Muito se pode dizer de condenável sobre Maradona fora dos relvados. É um facto indesmentível. Mas aprendi desde muito cedo a admirar o futebol praticado dentro das quatro linhas (não deveria haver outro) e aí, nunca os meus olhos viram alguém que chegasse perto daquilo que Maradona fazia.
Feliz cumpleaños...

Cartoolices 015


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Um abraço.

Cartoolices 014


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Um abraço.

Cartoolices 013


Já sabes como funciona...
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Grande abraço.

Bohemian Slide



Esta tenho que agradecer ao amigo Henrique que teve a amabilidade de disponibilizar no Facebook. Está brilhante.
Como todos já estão fartos de saber o meu grupo de eleição tem apenas um nome: Queen. Mais do que isso... A minha canção favorita, a melhor de todos os tempos, também tem apenas um nome: Bohemian Rhapsody. Por essa razão não é de estranhar que eu tenha adorado esta versão bastante original e cómica que circula pela net. Espero que provoque em ti a mesma boa disposição que provocou em mim.
Um enorme abraço. Voltamos a encontrar-nos amanhã.

Memory



Memory

Daylight
See the dew on the sunflower
And a rose that is fading
Roses whither away
Like the sunflower
I yearn to turn my face to the dawn
I am waiting for the day . . .


Midnight
Not a sound from the pavement
Has the moon lost her memory?
She is smiling alone
In the lamplight
The withered leaves collect at my feet
And the wind begins to moan


Memory
All alone in the moonlight
I can smile at the old days
I was beautiful then
I remember the time I knew what happiness was
Let the memory live again


Every streetlamp
Seems to beat a fatalistic warning
Someone mutters
And the streetlamp gutters
And soon it will be morning


Daylight
I must wait for the sunrise
I must think of a new life
And I mustn’t give in
When the dawn comes
Tonight will be a memory too
And a new day will begin


Burnt out ends of smoky days
The stale cold smell of morning
The streetlamp dies, another night is over
Another day is dawning


Touch me
It's so easy to leave me
All alone with the memory
Of my days in the sun
If you touch me
You'll understand what happiness is


Look
A new day has begun



Felizmente, já tive a oportunidade de assistir ao vivo em pleno Coliseu do Porto.
Uma canção que adivinha muito daquilo que sou.
E agora deixem-me estar aqui sozinho durante um bom bocado...